Conheça alguns recordistas paralímpicos

Os Jogos Paralímpicos são o maior evento desportivo mundial envolvendo pessoas com as mais variadas deficiências, sensoriais ou físicas. Mas o que pouca gente sabe é que a sua história começa após o término da 2° Guerra mundial, com o intuito de reabilitar e estimular ex-combatentes.

O médico alemão Ludwing Guttmann, diretor do centro nacional britânico de traumatismos, buscava alternativas para reabilitar os soldados feridos na guerra. Então, em 1948 — paralelo aos Jogos Olímpicos de Londres — ele criou os chamados Jogos Internacionais de Mandeville. Suas principais modalidades eram o tiro com arco e o basquete.

Já em 1960, com mais de 400 paratletas e 23 países diferentes, aconteceu a primeira edição das Paralimpíadas em Roma, na Itália. Hoje essa competição já deixou de ser um esporte de reabilitação e é considerada uma competição de alto nível!

Quer saber mais? Então, continue a leitura e conheça mais curiosidades sobre os Jogos Paralímpicos e os recordistas da modalidade.

Algumas curiosidades sobre os Jogos Paralímpicos

Hoje em dia, os jogos são compostos por 23 modalidades, entre as quais se destacam:

A seguir, confira algumas curiosidades sobre essas competições!

Os símbolos

O símbolo dos Jogos Olímpicos é mundialmente conhecido pelos seus cinco anéis, cada um representando um continente. Já o símbolo dos Jogos Paralímpicos é chamado de Agitos e tem três arcos (vermelho, azul e verde). Eles representam o lema e o ideal paralímpico: “espírito em movimento”.

“Paralímpico” e “paraolímpico”

Por muito tempo se usou o termo “paraolímpico” para se referir às competições, mas hoje o termo oficial é “paralímpico”. Essa mudança ocorreu por dois motivos: Em primeiro lugar, porque nem todo o mundo adotava a mesma nomenclatura, inclusive o Comitê Paralímpico Internacional.

O outro motivo é que a palavra “paraolímpico” vem da junção do prefixo de origem grega “para” (de paraplegia) com “olímpico”. Já a palavra “paralímpico” vem da preposição grega “para” (ao lado) e da palavra “olímpico” — significando que ambos os jogos existem lado a lado.

Um esporte exclusivamente paralímpico

O goalball é um esporte jogado exclusivamente por atletas com deficiência visual. Sendo assim, ele não existe nos jogos olímpicos. Cada equipe joga com três jogadores e três reservas, cujo objetivo é arremessar a bola com as mãos no gol do adversário.

É obrigatório o uso de vendas nos olhos, pois toda a percepção ocorre pela audição e tacto. A bola é pesada e tem pequenos orifícios, que potencializam o som dos guizos (objetos que fazem barulho quando a bola se movimenta). Assim, os atletas podem saber para onde a bola está indo.

As classificações

Os paratletas recebem classificações para disputar as provas de acordo com as suas deficiências e capacidades de movimento. Isso garante uma competição mais justa. A natação paralímpica, por exemplo, é dividida em 14 classes:

  • de S1 a S10 entram os atletas com lesão medular, prejuízos por pólio, paralisia cerebral, amputações e outras condições — sendo o nível 10 destinado a atletas com menos limitações;
  • de S11 a S13 disputam os esportistas com problemas visuais;
  • no S14 entram os atletas com deficiências intelectuais.

Os recordistas de Jogos Paralímpicos

Muito se fala sobre os atletas lendários dos jogos olímpicos, como Michael Phelps e Usain Bolt. Contudo, os atletas paralímpicos não deixam a desejar e se superam quebrando recordes incríveis em diversas modalidades. Confira alguns exemplos:

Petrúcio Ferreira (Corrida de 100 m)

Nas Paralimpíadas de 2016, durante as eliminatórias, o atleta brasileiro Petrúcio Ferreira bateu o recorde mundial dos 100m rasos T47 (modalidade de atletas com membros superiores amputados). Com um tempo de 10s67, Petrúcio bateu o recorde do nigeriano Adeoye Ajibola (de 10s72), que já durava há 24 anos.

Um detalhe importante é que, nessa mesma competição, o brasileiro ainda conseguiu a medalha de ouro ao superar a sua própria marca, o tempo de 10s57! Fazendo uma breve comparação, o atleta ficaria apenas 66 centésimos atrás do recorde do velocista Usain Bolt em Londres de 2012.

Rodrigo Pereira (Salto em distância)

O atleta brasileiro Rodrigo Pereira trouxe para casa a medalha de prata no salto em distância na classe T36 (para atletas com paralisia cerebral). Sua marca foi de 5.62m, outro recorde nos Jogos Paralímpicos.

O número foi empatado pelo australiano Brayden Davidson, que levou vantagem no segundo salto e conseguiu a medalha de ouro. O recorde olímpico da modalidade pertence ao atleta americano Bob Beamon, que fez um salto de 8.90m, em 1968.

Verônica Hipólito (Atletismo feminino)

Verônica Hipólito compete na classificação T38 (de atletas com paralisia cerebral). E levou a medalha de prata nos 100m ao marcar o recorde paralímpico com 12s84 nos jogos de 2016.

Com certeza Verônica é um exemplo de superação. Em 2008, ela passou por uma retirada de um tumor cerebral; em 2013, sofreu um AVC que comprometeu os movimentos do seu lado direito do corpo; em 2015, devido a uma síndrome rara, teve boa parte do seu intestino grosso retirado. Mas nada disso foi capaz de detê-la.

Hoje, ela é Campeã Mundial nos 200m rasos e vice campeã nos 100m do Mundial de Atletismo Paralímpico de Lyon, em 2013. Além da prata nos 100m, também conseguiu um bronze nos 400m nos Jogos Paralímpicos de 2016!

Comparando-se os tempos, a maior recordista no atletismo olímpico desde 1988 é Florence Griffith-Joyner, que fez o tempo de 10,62 nos 100m. Essa pequena diferença de tempo mostra o incrível potencial que Verônica Hipólito ainda tem a mostrar.

Trischa Zorn (Natação)

Trischa Zorn é a maior campeã paralímpica da história. Cega desde o nascimento, ela teve aniridia, uma doença rara que consiste na falta da íris do olho. Ao todo, a atleta competiu em 7 edições dos Jogos Paralímpicos e acumulou nada menos que 32 medalhas de ouro, 9 de prata e 5 bronzes.

Para efeito de comparação, Michael Phelps (um dos maiores recordistas da natação olímpica) conseguiu acumular 28 medalhas no total. Trischa Zorn, sem dúvida alguma, é uma gigante da natação paralímpica!

Claudiney Batista (Lançamento de disco)

Claudiney Batista foi ouro no lançamento de disco na categoria F56 (para atletas em cadeira de rodas) nos Jogos Paralímpicos de 2016. Ao alcançar a distância de 45,33m, o brasileiro superou o recorde do cubano Leonardo Diaz, que fez 44,63 m nos jogos de Londres em 2012.

Hoje, a maior marca olímpica já alcançada para o lançamento de disco pertence ao atleta Virgilijus Alekna, que foi ouro nos jogos de Atenas com a marca de 69,89m.

Enfim, podemos ver que, seja qual for a modalidade ou classificação, os atletas dos Jogos Paralímpicos são exemplos autênticos de esforço e perseverança. E não apenas pela superação, mas também pela luta por igualdade em competições de elite. Portanto, não importa qual seja o problema, nunca desista de lutar e persistir nos seus sonhos!

E ai, gostou da leitura? Agora, que tal conferir também um pouco mais sobre a natação paralímpica e aprender a praticá-la?

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