Conheça o esporte vôlei sentado

Você conhece o vôlei sentado? Entenda como funciona o esporte!

O vôlei sentado surgiu de uma junção de outros dois esportes: o vôlei tradicional e o sitzbal — uma versão alemã praticada com pessoas de pouca mobilidade, porém, sem rede. A união das duas práticas ocorreu em 1956 e, desde então, vem abrindo chances para diversos atletas paralímpicos.

Basicamente, o vôlei sentado tem as mesmas regras e características de uma partida tradicional. No entanto, ele funciona de forma adaptada, para que atenda as necessidades de jogadores amputados, lesionados na coluna vertebral, acometidos pela paralisia cerebral e outras pessoas com deficiências locomotoras.

Você já tinha ouvido falar nesse esporte? Continue lendo e descubra mais sobre o assunto!

Como surgiu o vôlei sentado?

Com algumas regras básicas do vôlei em pé, o vôlei sentado é um jogo igualmente empolgante e é disputado oficialmente desde os anos 1980, com as Paralimpíadas de Arnhem, na Holanda.

Contudo, foi só nos jogos de Atenas, em 2004, que a modalidade ganhou destaque. O motivo é que, antes disso, os atletas sentados ainda dividiam espaço com outros em pé. Depois, as partidas passaram a ser disputadas apenas com os jogadores ao chão.

Vale ressaltar que, no Brasil, o esporte é administrado pela Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD). A equipe brasileira começou a disputar os jogos paralímpicos em 2008, na edição de Pequim. Apenas com uma seleção masculina, conseguiu ficar em 6º lugar. Nos jogos londrinos, em 2012, o país conseguiu disputar com duas equipes — masculina e feminina —, conquistando o quinto lugar. Contudo, as meninas brilharam no Rio 2016, com a merecida medalha de bronze.

Quais são as regras?

Qualquer jogo de vôlei tem o objetivo principal de tocar a quadra adversária com a bola, enviando-a por cima da rede. Com o vôlei sentado, não é diferente. Contudo, a regra é que o atleta não pode bater na bola sem estar em contato com o chão.

De forma geral, homens e mulheres podem competir, sendo sempre seis jogadores por time. Com relação ao espaço da partida, a rede tem uma altura diferenciada e a quadra é menor que a de vôlei convencional:

  • quadra — 10 m de comprimento por 6 m de largura;
  • rede — 1,15 m para partidas com equipes masculinas e 1,05 m para femininas.

Na contagem de pontos, a ideia é a mesma: três sets de 25 pontos corridos e o tie-break de 15 pontos. O time vencedor é aquele que vence três sets, sendo permitidos bloqueios de saque desde que os jogadores estejam em contato com o solo — exceto nos deslocamentos.

Quais pessoas com deficiência se qualificam para esse esporte?

Como já foi falado, os jogadores de vôlei sentado são pessoas com algum tipo de deficiência. Logo, eles são divididos em dois grupos centrais, considerando seu grau de limitação.

  • Grupo D (disabled) — esse grupo abarca os jogadores com amputações e também aqueles com problemas de locomoção mais acentuados;
  • Grupo MD (minimally disabled) — aqui estão os jogadores com pequenas amputações dos membros ou com problemas de articulações mais leves, por exemplo.

Para tornar mais clara a classificação geral, é importante explicar que, em um time, podem existir os dois grupos, desde que respeitem a quantidade: uma equipe tem o direito de contar com, no máximo, dois MD, desde que não estejam em quadra ao mesmo tempo. Em relação ao grupo D, é preciso ressaltar que eles também são classificados de acordo com seu tipo de amputação:

  • AL (above knee) — acima ou através da articulação dos joelhos;
  • BK: (below knee) — abaixo do joelho, mas através ou acima da articulação tálus-calcanear;
  • AE (above elbow) — acima ou através da articulação do cotovelo;
  • BE (below elbow) — abaixo do cotovelo, mas através ou acima da articulação do pulso.

Além dessa divisão, também existem as classes, que organizam os jogadores de acordo com a quantidade de amputação: simples, ou seja, apenas um membro, ou dupla, com dois membros amputados.

  • Classe A1: duplo AK;
  • Classe A2: AK simples;
  • Classe A3: duplo BK;
  • Classe A4: BK simples;
  • Classe A5: duplo AE;
  • Classe A6: AE simples;
  • Classe A7: duplo BE;
  • Classe A8: BE simples;
  • Classe A9: amputações que combinam membros inferiores e superiores.

Quais são os principais diferenciais?

Os maiores diferenciais do vôlei sentado estão atrelados aos seus benefícios tanto para o atleta quanto para a inclusão social como um todo. As pessoas com deficiência que começam a praticar o esporte e que se tornam atletas paralímpicas têm muitas oportunidades:

  • fortalecer relações de amizade por meio do esporte;
  • participar de competições, superando seus limites;
  • melhorar a saúde e aspectos referentes à deficiência, como o caso de dor crônica;
  • manter-se ativas, com uma considerável melhora na disposição e diminuição de cansaço físico;
  • diminuir a ansiedade, a depressão, a raiva e melhorar o estado de humor;
  • adquirir mais independência;
  • promover a inclusão, mostrando a outras pessoas com deficiência que elas  também podem praticar esportes e viver uma vida normal.

Desde que a modalidade foi incluída nos jogos paraolímpicos, em 1980, o vôlei sentado já se popularizou de forma que, hoje, são mais de dez mil atletas praticando o esporte em 75 países.

A velha percepção de que uma pessoa com deficiência não pode competir já caiu por terra. Junto a outros tipos de esporte, o vôlei é mais um forte exemplo de como as verdadeiras limitações estão apenas na mente.

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1 Comentário

    Gosto muito de esportes, mas agora e só assistir, admiro muito quem possa praticar.
    Abs.

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