Conheça mais sobre o esporte Natação Paralímpica

Natação paralímpica: conheça as regras e saiba como praticar!

A natação está presente nos Jogos Paralímpicos desde 1960, quando aconteceu a primeira edição. A partir de então, o Brasil já conquistou 102 medalhas nessa que é sua segunda modalidade mais premiada.

Entre as práticas esportivas, a natação é a mais completa para pessoas com deficiência locomotora, devido à facilidade de movimentação dentro da água e aos vários benefícios que apresenta.

Neste artigo, vamos falar mais sobre a natação paralímpica. Caso você se interesse pelo esporte, continue a leitura!

As categorias da natação paralímpica

As provas na natação paralímpica são organizadas conforme o grau de deficiência e comprometimento físico dos atletas. A classificação tem nomeação numérica: de 0 a 10 são pessoas com limitações motoras; de 11 a 13 são os deficientes visuais e 14 corresponde aos atletas com deficiência intelectual.

Vale lembrar que a natação paralímpica no Brasil é conduzida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro e, de acordo com suas normas, as classes são divididas em:

  • S (nado livre, costas e borboleta);
  • SM (nado medley);
  • SB (nado peito).

A classificação sempre se inicia com S — primeira letra da palavra “swimming”, que em inglês significa natação. Dentro desse sistema, os números são ordenados conforme comprometimento físico ou visual do atleta. Assim, os números mais baixos significam maior comprometimento, e os mais altos um menor comprometimento. Por exemplo, os atletas com limitação motora são classificados como:

  • S1: lesão na medula abaixo da vértebra C4, paralisia cerebral quadriplégica ou pólio equivalente;
  • S2: lesão total abaixo da C6, atletas quadriplégicos com limitação nos membros superiores ou pólio equivalente;
  • S3: lesão completa abaixo da vértebra C7 ou incompleta abaixo da C6 e nadadores que tiveram os quatro membros amputados;
  • S4: lesão total abaixo da C8 ou incompleta abaixo da C7 e amputação tripla;
  • S5: lesão na medula abaixo da vértebra T1-8, acondroplasia ou hemiplegia (paralisia de um dos lados do corpo);
  • S6: lesão medular abaixo da T9-L1, acondroplasia e hemiplegia branda;
  • S7: lesão na medula abaixo da L2-3, amputação dupla na parte superior do joelho e amputação dupla abaixo dos cotovelos;
  • S8: lesão abaixo da L4, amputação acima dos dois joelhos, amputação das duas mãos e diplegia leve;
  • S9: lesão na medula próximo ao S1, pólio com restrição em uma das pernas, amputação na região acima do joelho ou amputação abaixo do cotovelo;
  • S10: poliomielite com pouca interferência nos membros inferiores, amputação de ambos os pés, de uma das mãos ou restrição grave nas articulações coxofemoral.

As competições

As competições podem ser individuais ou por revezamento, além da divisão em categorias masculinas e femininas. As disputas ocorrem nos quatro estilos oficiais: peito, costa, livre e nado borboleta.

As regras são as mesmas da natação convencional, mas como participam atletas com vários tipos de deficiência, são feitas adaptações para criar uma competição mais justa. Em relação às distâncias, as provas são divididas em:

  • nado livre: 50, 100, 200 e 400 metros;
  • borboleta: 50 e 100 metros;
  • peito: 50 e 100 metros;
  • costas: 50 e 100 metros;
  • nado medley: 150 e 200 metros;
  • revezamentos.

Revezamentos

Bem como na natação tradicional, as provas de revezamento são feitas por grupos de quatro nadadores. A diferença é que, nos jogos paralímpicos, os grupos são formados usando os números da categoria em que o atleta compete.

Os números de categorização dos atletas são somados, e precisam ficar entre 20 (para revesamento baixo) e 34 (para revesamento alto) “pontos”.

Por exemplo, para formar uma equipe de revezamento alto, podem ser escolhidos quatro atletas : S10, S4, S10 e S10, para somar 34 pontos. Assim, os treinadores precisam montar a melhor equipe possível, somando os pontos para as duas modalidades.

As principais regras da natação paralímpica

Como mencionamos, as regras para a natação paralímpica são as mesmas da convencional, possuindo poucas alterações.

As roupas dos atletas devem ser apropriadas para o esporte, e não é permitido nenhum aparato que melhore o desempenho do competidor, como as próteses. Dependendo da deficiência, os atletas também podem solicitar o auxílio de alguém da equipe para dar apoio na borda da piscina ao entrar e sair da água.

Durante as provas, os árbitros fiscalizam se os estilos estão sendo respeitados, o número de voltas e se a virada é executada corretamente. Qualquer irregularidade pode desclassificar o atleta.

O controle de tempo é feito com um equipamento de alta precisão. O sistema começa a funcionar no momento em que o juiz libera a largada. Além do tempo, as parciais são marcadas sempre que os nadadores tocam os sensores que ficam nas paredes das piscinas.

Adaptações das regras

As regras da natação paralímpica precisam de algumas adaptações, especialmente quando o atleta tem problemas de equilíbrio. Nesse caso, o nadador pode escolher uma pessoa para ajudá-lo a se equilibrar na plataforma.

Outro ajuste importante é que as classes S1, S2 e S3 podem manter o(s) pé(s) encostado(s) à parede até que seja liberado o início da prova. Entretanto, dar impulso ao nadador não é permitido, pois a prática é considerada uma falsa largada.

Os benefícios da natação para pessoas com deficiência

Como citamos, a natação é um dos esportes mais completos e benéficos para pessoas com deficiência motora. Isso porque a prática proporciona mais liberdade, já que é possível se movimentar sem o auxílio de bengalas, próteses ou cadeiras de rodas.

É importante mencionar que esse esporte trabalha todas as funções do corpo, trazendo uma sensação bastante prazerosa ao flutuar na água. Com isso, as partes que são sobrecarregadas no dia a dia conseguem relaxar e diminuir possíveis dores ou incômodos.

No mais, a natação paralímpica proporciona um melhor desenvolvimento para pessoas com deficiências físicas, permitindo também mais autonomia e liberdade.

Ter mais autonomia na vida é essencial. Aproveite para descobrir como as pessoas com deficiência podem adquirir mais independência.

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1 Comentário

    Muito boa. Me tirou da ignorância no assunto.

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