[História de Sucesso] Evalda Santos Coutinho

[História de Sucesso] Evalda Santos Coutinho

Evalda Santos Coutinho tem 48 anos e mora em Ouro Branco, Minas Gerais. Com três anos de idade teve paralisia infantil, afetando todos os movimentos do corpo.

Depois de vários tratamentos médicos, sua expectativa de vida ainda não era das melhores. Mesmo assim, através da fé e da crença, superou a doença e recuperou parte dos movimentos.

A história de Evalda Santos Coutinho é sobre fé e crença. Hoje, junto do esposo, se dedica à trabalhos sociais pelo Brasil, inclusive fora do país.

A História de Evalda

Evalda Santos Coutinho nasceu em Mairi, na Bahia. Com três anos de idade, teve paralisa infantil. Os pais, dedicados e atenciosos, investiram tudo o que tinham no tratamento da filha, que chegou a ficar internada por seis meses em um dos melhores hospitais de Salvador.

Apesar dos esforços médicos, a recuperação de Evalda não estava nada bem. Seu corpo foi ficando cada vez mais paralisado, ao ponto de somente sua cabeça conseguia manter alguns movimentos.

Ela ficava praticamente o tempo inteiro na cama sob cuidados dos pais e da família. Quando sua expectativa de vida foi dada apenas por mais alguns anos, eis que sua realidade teve uma reviravolta.

Em uma das vezes em que foi cuidada pelo pai, este diz ter escutado sobre a bíblia em um programa da rádio. Foi então que fez uma promessa: se a filha, Evalda, melhorasse, se tornaria cristão. “Deus devolve minha filha e eu serei um homem que testemunhará a todos o que tu fizeste, serei um verdadeiro cristão”, conta Evalda sobre as palavras de seu pai.

Evalda Coutinho foi melhorando dia após dia. Recuperou alguns movimentos e com o tempo passou a utilizar cadeira de rodas para se locomover.

A partir dos 19 anos, passou a viajar como missionária. Uma mulher de fé e crença que passou ajudar outras pessoas através de serviços sociais.

Da recuperação ao serviço social

Conforme foi crescendo e se adaptando à realidade, Evalda foi superando as barreiras e virou missionária. Além de falar sobre sua história, ela também presta serviços sociais, ajudando os mais necessitados.

Foi com o uso da cadeira de rodas que Evalda Coutinho pôde conquistar sua autonomia, o que consequentemente lhe fez alcançar cada vez mais objetivos no seu trabalho e na vida pessoal.

Foi assim que Evalda superou suas limitações e viu que todos podem superar as suas também. “O deficiente não é uma pessoa invalida. Se souber viver e buscar alternativas, é uma pessoa como qualquer outra. Trabalho com pessoas que têm algum problema e que normalmente a sociedade não valoriza; trabalho com crianças de rua, que não tem família. Mas não falo de religião, falo sobre a vida, ensinamentos para tornarem-se pessoas do bem”, conta Evalda.

Ela também trabalha com jovens e adultos através de palestras, além de participar de congressos de mulheres. Não satisfeita, Evalda já gravou dois CD’S, não como meio de comércio, mas como forma de divulgar seu trabalho. O objetivo dela é sempre ajudar o próximo.

O destino a juntou com José

Foi no ramo do serviço social que Evalda conheceu o esposo. “Eu viajava muito, pregava em congressos, falava muito do meu testemunho, era procurada por pessoas que ficavam interessadas na minha história. Nesses trabalhos, conheci um ex-presidiário. Ele tinha um outro irmão, chamado Edson, que estava condenado há 11 anos de prisão. Então levei palavras de conforto para ele, falei de jesus, contei meu testemunho e ele ao visitar seu irmão da cadeia, falou sobre mim e minha história”, relata Evalda.

O futuro esposo de Evalda, José Luiz, morava em Presidente Prudente. Ele também fazia os mesmos trabalhos sociais que ela, que na época morava em Ribeirão Preto, São Paulo.

José Luiz visitava alguns presídios e, por coincidência, acabou conhecendo o Edson, que lhe contou sobre a história e os trabalhos de Evalda. O tempo passou, e José decide entrar em contato com Evalda à moda antiga, através de cartas.

“José Luiz pegou meu nome e endereço, mandou uma carta avisando que acabou conhecendo meu testemunho através do Edson. Respondi achando que era alguém que queria fazer algum trabalho, etc. Passou alguns meses e José Luiz mandou mais uma carta, perguntando se eu tinha namorado, acabei não querendo responder por conta da pergunta”, relembra Evalda.

Mesmo contrariada, Evalda responde mais uma carta de José Luiz. Nesta contou sobre sua deficiência física, deixando claro que relacionamento não estava em seus planos.

José Luiz foi um homem persistente, queria conhecer Evalda e, para surpresa de todos, para casar. “Fiquei intrigada, pois ele nunca tinha me visto. Mas ele disse que me conhecia em sonhos, que tinha sonhado comigo, e que nesse sonho eu era como um anjo, mas que sem asas. E eu entendi que isso deveria significar alguma coisa”, conta.

O casamento inesperado

Entre meses e cartas, o então futuro esposo de Evalda resolve ir ao seu encontro. Foram três dias na cidade onde ela morava, no qual acertaram todos os papéis que eram necessários para oficializar o relacionamento.

“Vi meu marido três vezes até casar. Conheci sua família depois do casamento. Somos muito felizes. Não somos perfeitos, mas vivemos sempre apaixonados. Meu casamento foi um sonho, um sonho que virou uma realidade”, ressalta Evalda.

Juntos, Evalda e José Luiz trabalham no mesmo ramo. Viajam fazendo trabalhos sociais, promovendo palestras e congressos, inclusive fora do país, trabalhando através do serviço social na África, Bolívia, além de comunidades indígenas em diferentes lugares do Brasil.

Evalda e José Luiz estão casados há 25 anos e tiveram um filho, Luiz Gabriel Santos Coutinho.

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