Carnaval e inclusão: Conheça 6 blocos de rua para você curtir a folia

Ô abre alas, que eu quero passar! O Carnaval já é uma festa bastante democrática e, com o passar do tempo, também tem se tornado mais inclusiva.

Por ser uma festa muito movimentada, pessoas com deficiência podem ficar com receio de participar. Pensando nisso, algumas iniciativas foram criadas para tornar a festa mais tranquila e prazerosa para todos.

Para quem ainda não sabe, além de blocos bastante acessíveis, também existem diversas iniciativas pensadas nas necessidades de PCDs. Os projetos vão desde de blocos de rua, à escolas de samba, e possibilitam uma variedade de opções para aproveitar a folia.

Quer conhecer esses e outros eventos inclusivos? Então, confira a seguir a lista de dicas que selecionamos, para aproveitar o carnaval com animação total!

1. Bloco Eficiente

Há mais de cinco anos, o Bloco Eficiente leva a alegria carnavalesca para pessoas com deficiência, principalmente àquelas que utilizam cadeiras de rodas.

A iniciativa foi da jornalista Bruna Saldanha, que tem uma filha de dez anos com paralisia cerebral. Graças à pequena Izabel e à paixão de Bruna pelo Carnaval, o evento reúne várias pessoas com vivências semelhantes no Rio de Janeiro.

A ideia é criar um espaço para a diversão e colocar o tema da inclusão social em pauta. Afinal, por que a deficiência seria um empecilho para ser feliz?

Estandartes e o próprio hino do bloco retratam a força de sua idealização:

Sou cadeirante

Com muito orgulho

Sou cadeirante

Com muito amor

Inteligente, sou desse jeito

Cante comigo e leve embora o preconceito!

2. Bloco “Senta Que Eu Empurro”

Mais um bloco animadíssimo, o Senta Que Eu Empurro foi fundado em 2008 pelo Instituto Brasileiro dos Direitos das Pessoas com Deficiência (IBDD). Desde então, ele promove a inclusão no carnaval de rua no bairro do Catete, no Rio de Janeiro.

O desfile acontece nas sextas-feiras do feriado. Segundo a organizadora, Ana Cláudia Monteiro, o evento reúne a acessibilidade e o bom humor, característico do carnaval. Os maiores objetivos, no entanto, são a visibilidade, a integração e a socialização de pessoas com deficiência.

O bloco é formado por uma bateria de 200 músicos voluntários. Além disso, novos integrantes são sempre bem-vindos para ajudar a animar a folia. Para quem quiser acompanhar de perto o evento, é só acessar a página no Facebook para mais informações.

3. Escola de samba “Embaixadores da Alegria”

Por essa você não esperava, não é mesmo? Além de blocos, o Carnaval brasileiro também conta com uma escola de samba formada por pessoas com deficiência. A Embaixadores da Alegria desfila na Avenida Marquês de Sapucaí, o famoso Sambódromo do Rio de Janeiro. Em 2018, por exemplo, eles abriram o desfile das campeãs, com o enredo “Super-homem — Super-herói de superação”.

Fundada em 2006, a agremiação conta, hoje, com mais de 1300 integrantes. Além disso, sua bateria é composta apenas por mulheres — mais de 200 componentes são responsáveis pela harmonia musical do desfile.

4. Bloco “Me Empurra Que Eu Ando”

O Carnaval de Niterói também oferece um bloco cheio de energia para pessoas com deficiência. O Me Empurra Que Eu Ando é uma iniciativa com mais de cem participantes. Além de PCDs, o evento agrega vários simpatizantes que colaboram para o sucesso anual do grupo carnavalesco.

A madrinha e criadora do bloco é Ana Lúcia de Souza Macedo, que teve a ideia a partir de uma conversa com seus terapeutas. Além de promover a inclusão, a iniciativa atrai foliões de todos os cantos, tornando a festa ainda mais linda e emocionante.

5. Camarote da Acessibilidade

Partindo para o nordeste, temos em Olinda e Recife uma das festividades mais incríveis do carnaval brasileiro. Por lá, pelo oitavo ano consecutivo, as prefeituras resolveram disponibilizar um espaço exclusivo para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. A ideia é permitir que todos os indivíduos possam aproveitar a folia da melhor forma possível.

Assim surgiu o Camarote da Acessibilidade, que fica estrategicamente posicionado para que pessoas com deficiência, idosos e acompanhantes possam assistir aos desfiles dos blocos de maneira confortável e segura. A capacidade é de 400 pessoas e a arquibancada é reverenciada por todas as bandas e baterias que passam pela rua.

Com a visão privilegiada, todos podem acompanhar as festividades carnavalescas sem medo ou contratempos. Além disso, o espaço ainda conta com banheiros acessíveis e com intérpretes de libras para a tradução de todas as letras de músicas tocadas.

6. Bloco “Todo Mundo Cabe no Mundo”

O Carnaval de Belo Horizonte, em Minas Gerais, tem se revelado como um dos melhores do país. Afinal de contas, pelas ruas da capital mineira, todos são bem-vindos. O bloco “Todo Mundo Cabe no Mundo” é prova disso, já que promove a inclusão de pessoas com deficiência há mais de quatro anos.

O idealizador é o artista visual Marcelo Xavier, de 69 anos, portador de Esclerose Lateral Amiotrófica. Desde 2016, além de chamar a todos para brincar no Carnaval, o bloco também é composto por uma bateria mista, que oferece oportunidade de atuação para vários músicos com deficiência.

O Carnaval para PCDs é totalmente possível. Não só pela iniciativa dos eventos aqui citados, mas também pelos avanços da tecnologia que permitem mais mobilidade a essas pessoas. As cadeiras motorizadas, por exemplo, são uma alternativa incrível para quem quer curtir a folia de maneira mais independente.

E você, já escolheu o seu destino para o Carnaval? Está animado para curtir a folia? Então, aproveite que já está aqui no blog e confira algumas dicas para entrar na folia com a mão na roda!

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1 Comentário

    Não sou chegado em carnaval, mas não sou contra de quem curte a folia.
    Abs.

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