Delegação paralímpica de inverno do Brasil Pequim 2022

Pequim 2022: brasileiros na paralimpíada de inverno

Os jogos paralímpicos de inverno de Pequim 2022 já estão a todo vapor. Portanto, se você leu nosso último post sobre as modalidades paralímpicas de inverno, já deve estar ciente que o Brasil leva a sua maior delegação na história dos jogos.

6 atletas brasileiros competem nas seguintes modalidades de neve nesta edição dos jogos paralímpicos: para esqui cross-country e snowboard paralímpico. Entretanto, alguns deles já são figurinhas repetidas de outras paralimpíadas e peças-chave do time Brasil.

Conheça agora os membros da delegação brasileira, seus perfis no instagram e uma retrospectiva da participação do Brasil nas paralimpíadas de inverno.

Vamos lá?

André Barbieri

Mais velho da delegação, André (40), é o único representante do Brasil para o snowboard nesta paralímpiada de inverno. Por isso, o gaúcho, natural de Lajeado, participará sozinho das disciplinas “banked slalom” e “snowboard cross”.

Com dois pódios (prata e bronze) na etapa de Big White-CA, na copa do mundo de para snowboard cross, o atleta finalizou sua participação na categoria com um 13º lugar em Pequim 2022. Contudo, ainda participa da prova da categoria “Banked Slalom”.

Familiarizado com as pranchas de surfe e com as águas da região onde mora, na Califórnia. A princípio, André quase chegou a disputar as paralimpíadas de verão do Rio em 2016 pelo paratriatlo. No entanto, desde que decidiu ser atleta, viu no snowboard – também comum nas proximidades mais elevadas da região em que mora, em determinadas épocas do ano – a possibilidade de representar o país nas paralimpíadas de inverno.

Em seu Instagram, André posta sobre os bastidores da paralimpíada entre as competições e treinos.

Aline Rocha

Veterana das paralimpíadas de inverno de PyeongChang, na Coréia do Sul, em 2018 (nossa porta-bandeira em Pequim novamente!) e das de verão no Rio em 2016, Aline Rocha (31), é natural de Pinhão, no Paraná, mas criou suas raízes em Montes Claros-SC.

Assim sendo, Aline vai mais uma vez à neve para representar o Brasil no para esqui cross-country. Por isso, a brasileira compete nas provas de distância (7,5 e 15km), sprint e no revezamento misto 4×2. Na longa (15km) em Pequim, na madrugada do sábado para o domingo (6), garantiu a segunda melhor posição brasileira nas paralimpíadas de inverno, com o 7º lugar!

Apesar de estar na sua segunda paralimpíada de inverno, ela segue sendo a única mulher na delegação. No entanto, seu exemplo nos jogos, tanto nos de verão (Aline compete também no atletismo paralímpico) como nos de inverno, e nas competições internacionais, serve de inspiração para muitas outras paratletas.

Devido ao adiamento das Paralimpíadas de Tóquio, de 2020 para 2021, por conta da pandemia do coronavírus, Aline preferiu direcionar seus treinamentos para o calendário da neve, uma vez que este se manteve sem alterações para 2022 e a paratleta pôde então manter um cronograma mais estável de treinos.

Acompanhe os bastidores e os momentos da nossa porta-bandeira em Pequim através da sua conta no Instagram.

Cristian Ribera

 
 
 
 
 
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Além de veterano do time brasileiro, Cristian Ribera (19), natural de Cerejeiras, Rondônia, é também o caçula da equipe. No entanto, apesar da pouca idade, Cristian ostenta um histórico promissor no paraesporte de inverno brasileiro. Dessa forma, com a melhor posição do Brasil nas paralimpíadas de inverno – 6º lugar na prova de 15km para esqui cross-country em PyeongChang (com apenas 15 anos) – e um recente vice-campeonato no mundial da modalidade sprint disputado em Janeiro, na Noruega, Cristian pode surpreender nas competições.

Atual 6º colocado no ranking mundial, Cristian porta credenciais muito significantes para um atleta tão jovem. Portanto, em Pequim, o Rondonense radicado em Jundiaí-SP, é também, junto com a Aline Rocha, porta-bandeira da delegação brasileira, e disputa 4 provas (sendo 3 individuais), nas modalidades: sprint (1km), média distância (10km), longa distância (18km) e no revezamento misto 4×2,5km.

Na prova de longa distância (18km), na madrugada do sábado para o domingo (6), o atleta conquistou o 14º lugar.

Em seu perfil no Instagram, compartilhar treinos, momentos de diversão e bastidores do evento. Além disso, Cristian também se mostra um grande torcedor da irmã, Eduarda Ribera, atleta olímpica que também disputou no esqui cross-country semanas antes.

Guilherme Rocha

Embora seja estreante nas paralimpíadas de Pequim, Guilherme Rocha (25), natural de Jundiaí-SP, também chega para disputar em alto nível. O jovem paulista que compõe a equipe brasileira do para esqui cross-country já conquistou um 8º lugar de destaque na categoria sprint da copa do mundo de Panica, na Eslovênia, em março do ano passado.

Em Pequim, na mesma prova longa do para esqui cross-country, Guilherme faturou a 19ª posição.

O paratleta costuma compartilhar fotos de competições e de sua preparação em seu perfil no Instagram.

Robelson Moreira

Paraibano, natural de Juru no sertão, próximo à divisa com Pernambuco, Robelson Moreira (28) é um atleta revelação no para esqui cross-country. Dessa forma, depois de experiências na natação e no handebol de cadeira de rodas, foi em Voukatti, na Finlândia, disputando sua primeira Copa do Mundo, que ele ganhou destaque no esporte de neve.

Por isso, além de estrear no time brasileiro de para esqui cross-country em Pequim com a 20ª posição na prova longa (mesma dos colegas acima), ele é líder do ranking nacional de rollerski (modalidade em que os esquis possuem rodinhas).

Além da rotina de treinos e preparações que compartilha em seu instagram, Robelson também compartilha alguns vídeos em seu canal no youtube.

Wesley dos Santos

Completando o time brasileiro, Wesley dos Santos (23), também é natural de Jundiaí-SP, é o segundo mais novo e até faz aniversário durante a competição (11/03). Contudo, apesar de ser mais um estreante nas paralimpíadas de Pequim, Wesley está longe de ser inexperiente. 

Embora jovem, o paratleta já soma passagens em competições internacionais como um 18º lugar na prova de curta distância da Copa Europa, em Voukatti, e um 8º lugar na de longa distância da Copa Norte-Americana, em Bozeman, nos Estados Unidos, em 2021.

Wesley, já em Pequim, estreou na prova longa do para esqui cross-country então conquistando a 23 ª posição.

Siga Wesley em sua conta no instagram para acompanhar os bastidores do atleta.

Brasil volta às pistas de neve em Pequim 2022

Muita ação ainda vai rolar pelo time brasileiro na neve ao longo das paralimpíadas de inverno Pequim 2022. Assim, no dia 11, há as finais do snowboard banked slalom, com a possibilidade de presença do André Barbieri, e no dia 12, as provas de média distância masculina e feminina do para esqui cross-country, com o restante do time brasileiro em peso.

Até lá, acompanhe a retrospectiva do histórico da delegação brasileira no evento.

Histórico brasileiro nas Paralimpíadas de inverno

Consolidado como uma potência nas paralimpíadas de verão, o Brasil ainda é relativamente incipiente nos jogos paralímpicos de inverno. Todavia, isso acontece em grande parte por conta das condições climáticas naturais da região, que acabam virando grandes limitações para o desenvolvimento dos desportos e competições de neve e gelo no país.

No entanto, desde 2014 isso vem mudando:

  • Sóchi, Rússia, 2014

A primeira participação do Brasil nas paralimpíadas de inverno pode ter parecido tímida em um primeiro olhar. Em números foram apenas dois atletas: André Cintra (para snowboard cross) e Fernando Aranha (para esqui cross-country). 

No entanto, foi um momento de “dever de casa”, aprendizado e coleta de informações para o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). Em outras palavras, foi o primeiro passo para um plano de participação nos jogos.

  • PyeongChang, Coréia do Sul, 2018

De Sóchi para PyeongChang, houve um crescimento então de 50% na delegação, com a chegada de Aline Rocha e Cristian Ribera após a saída de Fernando. No entanto, já nessa edição, o Brasil conseguiu sua melhor colocação na história em uma prova. Um surpreendente 6º lugar, que mostra que, embora existam limitações, todo paratleta brasileiro pode ser competitivo.

Maior investimento brasileiro da história das Paralimpíadas de inverno

Sendo assim, agora, em 2022, com um crescimento de 100% da delegação, o CPB se esforça para popularizar o paraesporte de neve no país.

Portanto, em números de investimento para as paralimpíadas, segundo o CPB:

  • Sóchi 2014 – R$484 mil
  • PyeongChang 2018 – R$1,9 mi
  • Pequim 2022 – já são R$4,9 mi

Muito ainda reserva o futuro quando o assunto é medalhas, no entanto, com a tendência de crescimento do paraesporte de inverno brasileiro nas paralimpíadas, ninguém poderá dizer que o lugar do atleta PcD brasileiro não é na neve.

Por fim, outro perfil legal para acompanhar as paralimpíadas de inverno Pequim 2022 é o do Comitê Paralímpico Brasileiro. Dessa forma, você fica sempre atualizado das competições com participação de brasileiros.

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