Controle de esfíncteres: saiba qual a causa da incontinência urinária

Controle de esfíncter: saiba qual a causa da incontinência urinária

Por terem seus músculos enfraquecidos, pessoas com deficiência acabam tendo mais dificuldade em controlar a sua região pélvica, o que resulta em incontinência urinária e/ou fecal. Esse problema pode ser causado pela perda de controle sob o músculo denominado “esfíncter”.

Apesar de ser comum, esse é um assunto delicado e que causa constrangimento. Mas deve ser encarado, pois só assim será possível encontrar soluções e uma qualidade de vida melhor.

Se você quer tirar suas dúvidas sobre controle de esfíncteres, continue a leitura e confira nosso artigo!

O que é esfíncter?

O esfíncter é uma estrutura muscular que abre e fecha fazendo o controle da passagem de substâncias diversas. Há no corpo humano 43 esfíncteres, sendo que alguns deles são microscópicos. Os mais conhecidos são o cárdico, o anal, o pilórico e o urinário.

O esfíncter anal localiza-se no períneo e é, na verdade, composto por duas partes: os esfíncteres interno e o externo.

Já o esfíncter interno apresenta movimento involuntário, cabendo ao externo o controle sobre a hora de defecar.

E o esfíncter da bexiga funciona de maneira similar ao anal, tendo a parte interna, involuntária, e a parte externa, voluntária.

Em geral, o corpo humano consegue manter o esfíncter externo tensionado até que possa ir ao banheiro. Porém, quando a pessoa está com a musculatura enfraquecida, nem sempre é possível manter esse controle. Com a presença de problemas nesse músculo, acontece a famosa incontinência, ou seja, a perda de urina ou fezes de forma involuntária.

Sofrer com incontinência fecal ou urinária não significa necessariamente que haverá completa perda de controle cada vez que a pessoa precisar usar o banheiro. Isso quer dizer que ela estará mais propensa a acidentes por ter dificuldade em controlar os esfíncteres externos.

Em quais situações pode-se perder o controle?

Quem sofre com incontinência urinária e/ou fecal, em geral, tem dificuldade em controlar o esfíncter voluntário nas seguintes situações:

  • Quando já se está há algum tempo precisando usar o banheiro (por isso é importante sempre fazer suas necessidades logo que a vontade surgir);
  • Durante o sono (mais comum em casos de incontinência urinária, causada pelo longo tempo sem esvaziar a bexiga);
  • Em situações fora do normal, como riso intenso ou emoções fortes;
  • Em situações de susto, principalmente os mais graves, como ao bater o carro, ser surpreendido por um barulho muito alto, etc.

Além dessas situações mais comuns, cada pessoa pode ter os seus próprios gatilhos. Por isso, é preciso observar e conhecer as situações particulares em que isso acontece, de forma a preparar-se para elas.

Como melhorar sua qualidade de vida?

Fraldas adultas

A maneira mais simples de estar preparado contra incidentes é utilizar a chamada fralda adulta, também conhecida como roupa íntima absorvente ou fralda geriátrica. Ela recebe este nome justamente porque a perda gradativa do controle sobre os esfíncteres ocorre com uma boa parte das pessoas quando chegam à velhice.

A fralda adulta fará com que qualquer incidente relacionado à falta de controle de esfíncteres seja mais discreto e higiênico, evitando problemas em público. Hoje em dia, elas estão mais confortáveis e anatômicas, sendo possível até mesmo escolher entre modelos masculino ou feminino, além de várias opções de tamanho.

O material utilizado, assim como das fraldas infantis, é mais respirável e fino, diminuindo a incidência de assaduras devido ao contato prolongado com a pele.

A fralda é uma opção simples e que funciona, mas é um cuidado paliativo, pois não melhora a incontinência em si, somente ameniza seus efeitos.

Fisioterapia

A fisioterapia é a melhor opção quando se trata de fortalecimento de músculos. É importante lembrar que esse é um tratamento contínuo, que não apresenta resultados imediatos.

É possível reabilitar o assoalho pélvico a partir de exercícios passados pelo fisioterapeuta e intervenções de baixo impacto, como biofeedback e estimulação elétrica.

A fisioterapia é sempre a primeira escolha quando se consulta um médico sobre este problema, pois as cirurgias nesta área são invasivas e nem sempre apresentam resultados satisfatórios.

Os avanços na área

A estimulação medular é um tratamento que vem sendo estudado recentemente para aliviar várias dores, mas depende de intervenção cirúrgica, pois é necessário implantar o eletrodo estimulador.

Sabe-se que a medula espinhal é uma espécie de centro de controle do corpo humano e da maioria dos vertebrados. Fazer uma intervenção controlada nesta área é uma ideia promissora para tratar diversos problemas, especialmente ao considerar que as deficiências motoras se originam muitas vezes de lesões na medula.

No entanto, atualmente, essa técnica ainda é experimental. Mesmo quando feita por um neurocirurgião experiente, sua taxa de complicação pode chegar a até 40%.

Como a família pode ajudar?

A família, os amigos e as pessoas próximas podem ajudar dando apoio e evitando fazer piadas, que só servirão para minar ainda mais a autoconfiança de quem está nessa situação.

Eles também devem estimular o paciente a frequentar rigorosamente à fisioterapia e fazer seus exercícios em casa com frequência, além de buscar informações úteis sobre o problema e o funcionamento do corpo humano.

É importante lembrar que não é só a perda dos movimentos de partes do corpo que pode causar a incontinência antes da velhice. Há doenças que têm o mesmo efeito, inclusive congênitas.

Da mesma forma, há pessoas que perdem a mobilidade e não sofrem com este problema. Essa não é uma condição necessariamente associada a pessoas com deficiência.

Se este post sobre controle de esfíncteres foi útil para você, que tal conferir agora como pessoas com deficiência podem adquirir mais independência? Vamos lá!

2 Comentários

  1. Graças à Deus pai e Criador, não tenho problema nenhum com urinar tudo normal, sempre estou fazendo exames , da próstata tudo normal, seguro a urina sem problema nenhum, sempre procuro o urologista, não me descuido tudo dentro do possível ok.
    Grato
    Abs.
    😀

  2. Bom dia pessoal, sou deficiente paraplégico há 18 anos e realmente a incontinência urinaria é algo terrível na vida de um cadeira. Mais temos esperanças se você procurar levar uma vida saudável, com bastante fisioterapia e uma alimentação controlada. Com o passar do tempo tive uma melhora considerável, hoje minha incontinência ficou reduzida entre um espaço de tempo entre 5 a 7 horas. Vamos ter paciência! Boa Sorte.

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