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As histórias de superação de 7 músicos com deficiência

Assim como em todas as áreas profissionais, aprender sobre música ou tocar algum instrumento requer estudo, dedicação e muita paciência.

A complexidade dessa atividade, infelizmente, acaba desmotivando pessoas com deficiência que gostariam de seguir a carreira de cantor ou instrumentista. Por isso, criamos um post para mostrar que existem muitos músicos com deficiência se destacando por aí.

Eles são a prova viva de que, apesar de qualquer deficiência, é possível tocar em uma banda de rock ou escrever e cantar letras de rap com maestria. É importante ter consciência de que a vida é feita de desafios e que em qualquer ramo teremos algumas barreiras.

Preparamos este post com as principais histórias de superação de músicos com deficiência para que você se inspire. E saiba que, se esse for o seu sonho, você tem chances de conquistar. Continue a leitura e confira!

1. Herbert Vianna

O cantor e compositor Herbert Vianna, vocalista da banda Os Paralamas do Sucesso, tem uma carreira estrondosa, com várias músicas famosas. Ele faz com que milhões de pessoas tenham mais alegria e esperança, não só por suas músicas, mas também por seu testemunho de vida.

Em 4 de fevereiro de 2001, o artista sofreu um terrível acidente de ultraleve que vitimou sua esposa, Lucy Vianna. Além da perda, o cantor chegou a ser internado em coma de grau 4 em uma escala que vai de 1 a 12 (3 já representa morte cerebral).

Com a ajuda da família, passou por uma série de cirurgias e fez fisioterapia. E, mesmo após tudo que passou, ele voltou a falar, tocar e cantar normalmente, surpreendendo médicos e fãs.

Infelizmente, Herbert não recuperou os movimentos das pernas, ficou paraplégico e perdeu parte da memória. No entanto, isso não foi suficiente para desencorajá-lo de ter independência e voltar aos palcos com os Paralamas.

Apesar das sequelas, o mais impressionante na recuperação do músico foi que sua memória musical permaneceu intacta. Ele não se esqueceu de nenhum acorde, nota ou letra, o que foi fundamental para a retomada de sua carreira. Sem dúvidas, Herbert é um dos maiores exemplos do rock nacional e de músicos com deficiência!

2. Rick Allen

Rick Allen já fazia muito sucesso como baterista da banda britânica Def Leppard, quando sofreu um grave acidente de carro em 1984. O músico entrou em um racha, e seu Corvette capotou (no carro também estava a sua namorada). Ele foi jogado para fora do carro e teve seu braço esquerdo cortado porque não usava o cinto de segurança.

Como o casal foi socorrido rapidamente, o braço de Rick foi recolocado. No entanto, uma grave infecção fez com que o membro fosse amputado novamente.

Com o incentivo de seus companheiros de banda, Rick juntou forças e se uniu a alguns engenheiros para construir uma bateria que poderia ser tocada apenas com um braço e os dois pés e funcionaria por meio de uma série de elementos acústicos e eletrônicos.

A banda voltou à ativa em grande estilo dois anos depois no festival Monsters of Rock, em 1986. Rick permanece até hoje na banda, desafiando qualquer tipo de limitação.

3. Django Reinhardt

O mais antigo dos músicos com deficiência dessa lista, o guitarrista belga de jazz Jean Reinhardt, falecido em 16 de maio de 1953 e conhecido como Django Reinhardt, conseguia tocar a guitarra com muita velocidade e precisão usando somente dois dedos da mão esquerda.

De família cigana, sofreu graves queimaduras em um incêndio no comboio em que dormia, quando tinha 18 anos. Sua mão esquerda ficou bastante machucada, deixando-o com algumas restrições nos movimentos. Para tocar a guitarra, utilizava apenas seus dedos: indicador e médio.

Porém, quando se recuperou, conseguiu tocar melhor do que antes, o que surpreendeu a comunidade cigana. Com isso, nos anos 30, criou um estilo que hoje é conhecido como o Gypsy Jazz, uma espécie de ritmo cigano.

Em 1934, Django fundou, na França, o Quintette du Hot Club com o violinista Stéphane Grappelli, conhecido atualmente como o avô dos violinistas de jazz. A banda conquistou o status de uma das mais originais do estilo musical. Aposentou-se em 1951 no mesmo país, no qual passou seus últimos dias pescando e pintando até falecer por causa de um AVC.

4. Viktoria Modesta

A incrível cantora e modelo profissional da Letônia, Viktoria Modesta, foi vítima de uma negligência médica no momento de seu nascimento, o que lhe causou problemas na perna esquerda. Em 2007, ela se voluntariou à amputação do membro abaixo do joelho para beneficiar sua mobilidade e preservar a sua saúde.

Desde então, sua aparência se tornou conhecida por desafiar a percepção moderna de beleza. Além disso, transformou sua deficiência em um diferencial de estilo e atitude se consolidando como a primeira artista com uma perna amputada da música pop internacional.

Ela também participou da cerimônia de encerramento das paraolimpíadas de 2012 cantando a música “42” da banda Coldplay. E, em 2016, foi incluída na lista das cem mulheres mais inspiradoras e influentes pela BBC.

5. Le Batilli

Le Batilli pegou gosto pela música ainda na adolescência, época em que ainda não tinha muito contato com instrumentos. Mas tudo realmente começou quando o tio deixou um violão em sua casa e ele não perdeu tempo: comprou revistinhas que traziam letras e melodias das canções e arriscou alguns acordes.

O tempo passou, ele pegou gosto pela coisa e iniciou sua carreira no rock. Mas, em 2012, sua vida mudou: sofreu um linfoma intramedular e começou a perder os movimentos das pernas. Hoje, é usuário de cadeira de rodas.

O músico cita que foi um pouco complicado no começo, afinal, era faixa vermelha de Taekwondo. Porém, com superação e força de vontade, ele passou a ver as coisas mais simples da vida com outros olhos e ter muito mais tempo para a música.

Em 2017, lançou o primeiro disco de sua carreira solo, Retalhos. Para completar, foi selecionado para participar do Festival Rock Gaúcho, no Araújo Vianna, sendo aclamado por vários nomes do rock nacional, como Humberto Gessinger, vocalista do Engenheiros do Hawaii.

6. Billy Saga

Billy Saga é outro exemplo emocionante de superação. Em 1998, o rapper ficou paraplégico após ser atropelado por uma viatura da Polícia Militar que atravessou o sinal vermelho. Longe do vitimismo, o paulistano faz canções que, entre outros assuntos, denunciam a falta de inclusão no Brasil e estimulam pessoas com deficiência.

Além de músico, ele é artista plástico, consultor de uma ONG, publicitário e funcionário do Walmart. Além disso, como presidente do Movimento SuperAção, leva entretenimento e informação para todas as regiões e classes sociais do país, principalmente nas periferias.

Billy garante que a tragédia o transformou como pessoa, motivando-o a lutar por um mundo melhor por meio da arte. Pai de uma menina de dois anos, o rapper e a esposa cantora se apresentam em diversos festivais de arte inclusiva pelo mundo — inclusive na Inglaterra.

7. Kátia Oliveira

A deficiência visual nunca foi um problema para Kátia Garcia Oliveira, que começou sua carreira em 1978 com a canção “Tão Só”. No ano seguinte, lançou seu álbum de estreia, cuja canção título é a mais conhecida de sua carreira até hoje. No entanto, foi em 1987 que a música “Qualquer jeito”, assinada por Erasmo Carlos e Roberto Carlos, estourou nas rádios e a fez atingir o auge da fama.

Depois disso, a cantora compareceu a vários programas de TV e conquistou o carinho de milhares de fãs que perdura até os dias atuais. Ao longo de sua carreira, gravou dez discos e ganhou vários prêmios. Além disso, distribuiu um excelente software de acessibilidade por oito anos.

Nesses exemplos de músicos com deficiência, podemos notar que todos declararam muito amadurecimento e motivação após os acidentes que sofreram. Mas isso fez com que não perdessem a esperança e não tivessem medo de enfrentar os desafios causados por suas limitações. Portanto, independentemente de qual seja a sua, a dica é jamais deixar seus sonhos e objetivos de lado.

E aí, gostou de conhecer essas histórias? Quer que seus amigos também saibam disso? Então, não deixe de compartilhar este post em suas redes sociais para inspirá-los também!

Foto de capa: IMDB https://www.imdb.com/name/nm7222279/mediaviewer/rm269570304

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2 Comentários

    Olá! Recomendo conhecerem o trabalho da cantora e compositora Amanda Lyra!!! Ela canta muito, tem uma doença degenerativa e é cadeirante! Tbm tem um projeto que leva música para crianças com deficiências! Ouço sempre as músicas dela no Spotify! Tem rock, pop, da hora

      Olá, Carol. Que legal!! Obrigada pela sua contribuição ao blog 😀

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