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História de Sucesso: Otávio Salvador

[História de Sucesso] Otávio Salvador

A história da Freedom está ligada à história de muitas pessoas com deficiência. São os clientes, com suas necessidades de equipamentos de qualidade, que motivam e mantêm a empresa sempre ativa e atualizada. Mas, apesar de termos tantas histórias para contar, neste mês de aniversário não podemos deixar de falar sobre o primeiro usuário dos produtos Freedom, Otávio Salvador.

A história do Otávio está diretamente ligada à criação da empresa. Foi por uma necessidade dele que Gino Salvador, dono da Freedom e pai de Otávio, começou a pesquisar sobre esses equipamentos e enxergar a importância de expandir esse mercado no Brasil.

Mas, mais do que falar sobre a importância de Otávio para a Freedom, queremos contar também como uma cadeira de rodas motorizada impactou a vida dele. Afinal, hoje ele é bem sucedido, formado em Administração e Ciência da Computação, e com empresa própria. Confira o que ele nos contou sobre sua adaptação às primeiras cadeiras de rodas!

Qual foi seu primeiro contato com uma cadeira de rodas motorizada?

“O primeiro contato que eu tive com a cadeira motorizada foi quando eu tinha oito anos. Meus pais começaram com a ideia de comprar uma cadeira motorizada para mim, mas na época só existiam cadeiras importadas, que eram extremamente caras e a gente não tinha condições de comprar.

Naquela época importar alguma coisa, além de ser caro, tinha toda questão de importação, era muito complicado trazer uma cadeira. Aí a gente acabou sabendo que o Miguel tinha feito [uma cadeira de rodas motorizada] para o sobrinho dele, então a gente entrou em contato com o Miguel, para ver se ele faria uma pra mim, e a gente fez. A gente comprou então essa cadeira do Miguel.”

Sentiu medo de andar com a cadeira, no início?

“Não! Aquilo ali foi meio que um parque de diversões, porque eu podia fazer as coisas.

Eu nunca fui muito de ficar sem fazer nada, sempre fui de arrumar uma maneira de me integrar. Mas, claro, quando comecei a ter a minha independência para me locomover, abriu bastante o mundo para mim.

Eu sempre fui uma criança muito inquieta, acabei destruindo a cadeira várias vezes naquela época, porque que eu sempre fazia alguma coisa que a cadeira não aguentava. Era um chassis normal, não era reforçada para aguentar uma motorização. Então eu quebrei ela ‘milhões’ de vezes, de todas as maneira que tu pode imaginar.”

Como foi a adaptação nas primeiras cadeiras?

“Foi tranquilo, porque eu não tinha uma experiência prévia. Eu não usei cadeira de rodas antes, meu primeiro contato com a cadeira de rodas foi diretamente com uma cadeira motorizada. Porque antes eu conseguia caminhar apoiado, e o pessoal me ajudava.

Então meu primeiro contato realmente foi tranquilo, eu acho que naquela época eu não pensava muito em adaptação, eu pensava mais no que ela me provia, que é a sensação de liberdade. Então para mim, eu não conseguia olhar isso com um ponto de vista crítico.

Hoje eu tenho uma visão crítica sobre o conforto, coisas que fazem a cadeira ser boa para eu estar nela. Mas, naquela época, não tinha isso.”

Quando criança você participou de muitos eventos pela Freedom. Como foi essa experiência?

“Por muitos anos eu fui nos eventos da fábrica. E, apesar de ter a questão de mostrar a cadeira, aquilo ali era uma brincadeira para mim. Como eu sempre fui de fazer bagunça, para mim era divertido.

Os outros fabricantes, que traziam cadeira importada, às vezes também tinham filhos lá, então a gente fazia corrida, fazia a farra. E era legal porque eu acabava conhecendo outras pessoas.

Para mim, os eventos também sempre contribuíram para me dar outra visão de vida. Porque eu via pessoas que tinham menos problemas do que eu, e via pessoas que tinham muito mais problemas do que eu. Então quando eu estava ‘pra baixo’ eu me lembrava das coisas que eu tinha.

Os eventos possibilitavam vivenciar outras experiências, também. Eu conheci pessoas fantásticas! Várias vezes tinha deficientes e a gente conversava sobre sexualidade, sobre ‘n’ coisas que para um deficiente é complicado, e que naquele mundo era muito natural, porque eu estava com pessoas que passavam pelos mesmos problemas.

Então para mim foi muito bom isso, e eu sempre me divirto em tudo. Então eu acabava tentando me divertir da melhor maneira possível.”

Tem algum acessório dos produtos Freedom que foi ideia sua?

“Poxa… Tem muita coisa que foi feita por alguma necessidade que a gente presenciou: A gente fez o apoio de mão para eu poder apoiar melhor a mão; O encosto de cabeça a gente fez porque eu comecei a ter mais dificuldade para apoiar a cabeça; A gente fez o guincho quando eu operei a coluna; A gente fez o sellete, aquele pequeno, quando me deixaram cair no avião. Então têm ‘n’ situações em que uma coisa foi levando à outra.

Sempre fui tentando buscar maneiras de tornar a vida mais prazerosa, mais segura e que eu pudesse ter mais acesso. Nunca deixei de fazer nada, sempre adaptei as coisas para poder fazer.”

Qual melhoria feita nos produtos teve mais impacto na sua vida?

“A coisa sempre foi muito orgânica, sempre foi uma sequência de pequenas coisas. Uma coisa especificamente eu acho difícil de dizer. Porque, na verdade, é um fluxo:

As primeiras cadeiras não tinham encosto reclinável, depois a gente achou que encosto reclinável ia ser melhor para mexer comigo. Então a gente bolou uma maneira de fazer encosto reclinável. E depois, quando eu era guri, várias festas eu dormi na casa dos meus amigos na cadeira mesmo, usando o encosto reclinável. Chegava altas horas da ‘matina’ e dormia na cadeira mesmo. Isso não foi uma nem duas [vezes].

A gente fez uma maneira de prender o pé, porque meu pé caia. Depois a gente acabou melhorando, e hoje é uma pedaleira. Então tudo tem uma situação, não só comigo, até mesmo com os usuários da Freedom. Porque quando um cadeirante precisa de alguma coisa, a gente acaba bolando alguma maneira de resolver.

Quando eu era pequeno eu caí várias vezes da cadeira por causa de algum obstáculo na rua, então a gente fez uma maneira de botar o cinto. Eu empinava a cadeira, a gente inventou as rodinhas. Hoje eu não uso as rodinhas, eu ando com ela equilibrando, mas quando eu era pequeno eu usava as rodinhas.

Sempre teve uma coisa que foi levando à outra. Eu não consigo te dizer só uma coisa, porque eu nem consigo enxergar esse ponto”.

Se fosse escolher uma facilidade que você ganhou com essa cadeira motorizada, qual seria?

“Eu acho que é a questão de independência, né?! Porque eu sou deficiente mas eu não levo uma vida de deficiente. É bem diferente ser deficiente e estar deficiente.

Eu tenho uma vida normal: eu tenho minha empresa, eu viajo, tenho minha casa, sou casado… Por causa da questão de mobilidade, eu consigo ter uma vida normal. Preciso de ajuda? Sim, preciso de ajuda para deitar e etc. Mas todo o resto do meu dia-a-dia é um dia-a-dia normal.

Eu esqueço que eu sou cadeirante, na maior parte do tempo eu nem lembro que eu sou cadeirante. Acho que a cadeira muda um pouco a perspectiva do que tu pode fazer. Quando eu era criança, por exemplo, eu era muito louco, andava de madrugada na rua, nossa… Eu tocava o terror.”

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1 Comentário

    Quando precisei usar cadeira de rodas procurei nos sites, todo tipo de cadeiras que vi que mais me agradou foi a freedom, não entedia nada de cadeiras lia a potência e via tudo certo até optar pela freedom sx.
    Recomendo Feedom
    Não irão se arrepender
    três anos só gastei pneu e Bateria
    Minha vida mudou, só alegria.
    Grato
    Abs.

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