Conheça 7 artistas com deficiência que são exemplos de representatividade

Inicialmente, apresentamos em outro texto do nosso Blog histórias de superação de 7 músicos com deficiência. Sendo assim, neste texto iremos abordar sobre outras categorias de artistas como atores, pintores, escritores, entre outros, que também possuem algum tipo de deficiência física e se tornaram referência no mundo das artes.

Da mesma forma, iremos listar algumas personalidades brasileiras e internacionais que conquistaram seus espaços, mostrando serem grandes exemplos de representatividade ao público e consequentemente fonte de inspiração para outras pessoas com deficiência que possuem o desejo de serem artistas.

Atores com deficiência:

  • George Robinson:
Foto: Reprodução Instagram @georgerossrobinson
Foto: Reprodução Instagram @georgerossrobinson

George é um jovem ator britânico que teve seu destaque na atuação interpretando o vizinho da Maeve, Isaac, na segunda e terceira temporada da série Sex Education, uma das produções originais mais famosas da Netflix.

O personagem Isaac é um jovem cadeirante que mora em um trailer com seu irmão e realiza pinturas de retratos com a boca, prática que o próprio ator também realiza.  

A participação de George Robinson como Isaac foi muito celebrada pelos fãs da série e considerada sinônimo de representação para pessoas com deficiência, principalmente para quem utiliza cadeiras de rodas motorizadas. 

  • Kiera Allen:
Foto: Reprodução Instagram @kierajallen
Foto: Reprodução Instagram @kierajallen

A jovem atriz e estudante de escrita criativa na Universidade de Columbia estreou sua carreira fora dos teatros com o filme Fuja, um dos filmes de suspense mais assistidos da Netflix no Brasil, começando sua carreira logo em um grande sucesso na plataforma de streaming.

Além de atuar, Kiera Allen também quer investir na carreira de roteirista já que estuda para isso e também para mostrar todas as suas habilidades na área cinematográfica.

  • Manuela Trigo:
Foto: Reprodução Instagram @manutrigo_
Foto: Reprodução Instagram @manutrigo_

A atriz mirim que possui paralisia cerebral, participa da série do GloboPlay, Aruanas, Manuela interpreta Gabi, neta do personagem de Luiz Carlos Vasconcellos.

Manuela nasceu prematura de 30 semanas devido a um deslocamento de placenta, ela ficou 45 dias na UTI para ganhar peso e teve uma falta de oxigenação no cérebro que causou a paralisia cerebral, resultando em algumas dificuldades motoras e na fala.

Contudo, apesar da deficiência Manuela segue uma vida normal de criança, ela frequenta uma escola regular e compartilha toda a sua rotina de estudos e gravações em seu perfil no Instagram: @manutrigo_

Assim, Manuela acaba demonstrando a representação de crianças com deficiência nas teles brasileiras.

Pintores, escritores e poetas:

  • Christy Brown:
Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Christy foi um pintor, poeta e escritor Irlandês, ele nasceu com uma severa paralisia cerebral que afetava os movimentos de quase todo seu corpo, exceto seu pé esquerdo, Christy pintava e escrevia com os dedos do pé. 

Uma de suas obras mais famosas é o livro My Left Foot (Meu Pé Esquerdo), acabou originando um filme, de mesmo nome, sobre sua história de vida. Seu pai era autoritário e lhe tratava muito mal, mas a sua mãe lhe ensinou o alfabeto e o motivava a buscar sua autonomia.

O artista se casou com a enfermeira Mary Car, com a ajuda de sua esposa, sua mãe e irmãos Christy conquistou diversos feitos no mundo da arte, e foi capaz de se autossustentar e sustentar sua família com suas diversas obras.

O autor faleceu aos 49 anos em 1981, em consequência de um engasgo, sua história serve de grande inspiração para todos.

  • Jairo Marques:
Foto: Reprodução Twitter @assimcomovc
Foto: Reprodução Twitter @assimcomovc

O jornalista nasceu em Três Lagoas (MS), aos nove meses de vida contraiu poliomelite resultando na paralisia, mas sua deficiência não o impediu de seguir seus objetivos. 

Jairo trabalha na Folha de São Paulo desde 1999, foi repórter especial do jornal viajando por diversos lugares do país, atualmente ele coordena o Blog Assim Como Você e também foi professor na Universidade Metodista de São Paulo. 

O autor lançou o livro “Malacabado: a História de um Jornalista Sobre Rodas, obra que conta suas experiências vividas ao longo de sua carreira no jornalismo e também ele propõe uma reflexão em relação às pessoas com deficiência no Brasil.

  • Helen Keller:
Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Helen foi uma escritora e ativista social norte-americana, ela foi a primeira pessoa surda e cega a concluir uma graduação, Helen se formou em Filosofia.

A escritora estreou na literatura com sua autobiografia “A História de Minha Vida”, publicada em 1902. Além de atuar como escritora, Helen também ingressou na carreira jornalística escrevendo artigos na revista Ladies Home Journal

A partir do destaque com suas obras, Helen se tornou uma palestrante, viajou para 25 países, dando palestras sobre a surdez, se tornando uma grande ativista do direito as pessoas com deficiência, principalmente para a comunidade surda.  

Helen Keller faleceu aos 87 anos, em 1968, deixando sua marca no ativismo e na literatura mundial.

  • Leandro Portella:
Foto: Reprodução Instagram @leandroportella_
Foto: Reprodução Instagram @leandroportella_

O ex-atleta e artista plástico Leandro Portella é tetraplégico desde os 17 anos, após mergulhar no mar de águas rasas, causando uma lesão grave na medula. 

Leandro pinta acrílico sobre tela com a boca desde os 18 anos, se consagrando um dos grandes pintores PCDs brasileiros, suas obras já foram expostas duas vezes em Artopen, em Eschweiler, na Alemanha. 

O artista também já foi um dos finalistas do concurso de pinturas amadoras Arts Award 1822, sobre o tema “vida”. Leandro publica suas obras e um pouco de sua rotina em seu perfil no Instagram @leandroportella_
Além de estar presente nas redes sociais, ele também conta sua história completa de vida no documentário Human Life.

Mostramos neste texto alguns artistas que marcaram e marcam a história artística brasileira e mundial, expondo para todos que a representatividade é de extrema importância.

Pois apesar de todos os problemas, mesmo possuindo algum tipo de deficiência, esses artistas conseguiram superar as barreiras impostas pela sociedade e conquistaram seus espaços na escrita, pintura e atuação. 

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