Conexão Cerebro-computador: conheça as oportunidades futuras para PCDs

Conexão cérebro-computador: conheça as oportunidades futuras para PCD

As tecnologias assistivas têm evoluído ao longo dos anos e são um importante potencializador na inserção de pessoas com deficiência na sociedade.

Os avanços vão desde técnicas cirúrgicas modernas para permitir a sobrevivência após acidentes, até o desenvolvimento de cadeiras de rodas mais ergonômicas e confortáveis, assim como tratamentos fisioterápicos e exames mais precisos.

Uma novidade importante são as tecnologias que permitem controlar máquinas apenas com o pensamento, fazendo uma conexão cérebro-computador.  Quer saber mais sobre? É só continuar a leitura e conferir!

Conheça os avanços em tecnologia

ACAT

O ACAT foi o sistema mais moderno utilizado pelo cientista Stephen Hawking para comunicação, até a data de sua morte. A sigla significa Assistive Context Aware Toolkit, algo como Ferramentas de Assistência Cientes do Contexto. O sistema foi desenvolvido pela fabricante de computadores Intel em parceria com a empresa Swiftkey.

Inicialmente, o ACAT funcionava reconhecendo movimentos da bochecha do cientista. Porém, conforme Hawking foi ficando mais debilitado, o sistema foi aprimorado para reconhecer movimentos visuais e formar palavras com eles.

Após isso, era usado um sintetizador de voz. Já que, além de ser portador de uma doença degenerativa chamada ELA, ele também passou por uma traqueostomia.

Recentemente, o ACAT foi tornado open source. Isso significa que passou a ser um software que pode ser editado por pessoas que não são associadas às empresas que o detêm. Com isso, as oportunidades de aprimoramento do código são maiores.

Cadeira de rodas controlada pela mente

Desde 2003, cientistas de várias nacionalidades têm obtido sucesso em criar protótipos de cadeiras de rodas com controle mental. Em 2013, foi desenvolvida uma tecnologia que lê as ondas cerebrais para essa finalidade.

Porém, essa tecnologia encontra duas dificuldades. A primeira é a necessidade de aprimorar sistemas que possam enfrentar desnível do solo, evitar esbarrar em objetos etc. Ou seja, é possível mover-se, mas só em ambientes amplos.

A segunda dificuldade é a necessidade de grande concentração. O sistema lê as ondas cerebrais e as compara com sua base de dados. Por isso, é preciso um treinamento específico para reproduzir sempre o mesmo padrão que é compreendido pela cadeira de rodas.

O protótipo mais atual, de 2013, foi apresentado no Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico (Consegi). O método, apresentado por estudantes de ciência da computação é não invasivo, que lê as ondas cerebrais sem a necessidade de fazer nenhum tipo de intervenção cerebral. Em métodos invasivos, eletrodos são instalados cirurgicamente direto na massa cinzenta do cérebro.

Prótese robótica

A prótese robótica não é uma novidade, mas seu preço ainda é extremamente elevado, tornando-a inacessível para a maioria das pessoas. Assim, o desafio dos cientistas é desenvolver tecnologias mais baratas que sejam tão boas quanto as já existentes.

Atualmente, as tecnologias mais avançadas de prótese robótica têm o tamanho de um membro normal. Elas são capazes de mover-se em diferentes posições anatômicas, além de segurar objetos. Contando com sensores que captam os movimentos dos músculos próximos e interpretam qual movimento deve ser feito.

Em 2017, o engenheiro americano Easton LeChappelle desenvolveu uma prótese 25 vezes mais barata que a média do mercado. Para se ter uma ideia, o projeto custou US$ 4 mil, contra os habituais US$ 100 mil da maioria dos produtos originais. Atualmente, o engenheiro trabalha em conjunto com a gigante da tecnologia Microsoft, a fim de viabilizar a produção em massa de sua invenção.

Mouse ocular ou visual

O mouse ocular visa auxiliar a conexão cérebro-computador de pessoas com tetraplegia ou qualquer tipo grave de comprometimento motor. A partir da identificação de piscadas e outros movimentos dos olhos, é possível escrever textos, inserir comandos no computador e utilizar a maioria das funções comuns.

Para que a tecnologia funcione, é necessário instalar eletrodos na face, próximos aos músculos dos olhos. Sua vantagem é não ser um procedimento tão invasivo quanto uma cirurgia, sendo mais similar a exames, como o eletrocardiograma.

O mouse visual tem a mesma proposta. Entretanto, é específico para pessoas que são capazes de mover a cabeça. Com ele, os comandos são captados por meio de uma webcam e inseridos no computador.

Ambos são invenções brasileiras, financiadas pela Fundação Paulo Feitoza, a FPF Tech, em Manaus. Apesar de estarem em desenvolvimento há mais de dez anos, ainda não estão disponíveis no mercado.

Robôs para deficientes visuais

Em 2016, a brasileira Neide Selli criou Lysa, a cão guia robô, que conta com sensores ultrassônicos e infravermelhos para identificar todo tipo de irregularidade no terreno. Lysa desvia automaticamente de obstáculos e funciona por comando de voz.

A cientista brasileira conseguiu abrir sua startup graças a um financiamento coletivo, e a tecnologia já está disponível para compra no site Cão Guia Robô. Neste mesmo sentido, e visando principalmente idosos, algumas empresas já desenvolveram bengalas com tecnologia de ponta para aumentar a segurança na hora da locomoção.

É o caso da bengala luminosa, desenvolvida pela empresa brasileira Cajumoro, e da bengala com GPS, criada por uma empresa holandesa. Além de guiar o usuário, ela serve como medida de segurança para que os familiares acompanhem sua localização.

Entenda como funciona a neurotecnologia

Em geral, a neurotecnologia é desenvolvida a partir das ondas cerebrais. Os pesquisadores isolam a área do cérebro responsável por determinada função para medir somente as ondas desta área. Por exemplo: quando se trata de mover objetos com a mente, o responsável é o córtex motor. A medição das ondas cerebrais é simplesmente o mapeamento das atividades dos neurônios, e geralmente é feita por meio de eletrodos.

Pode-se dizer que, quando você pensa em mover um objeto, um grupo de neurônios no córtex motor apresenta uma atividade específica. É com base nesta atividade que se pode estabelecer a conexão cérebro-computador. Tecnologias mais avançadas, como a cadeira de rodas controlada pela mente, podem captar a atividade do grupo de neurônios específico por meio de sensores, sem nenhuma ligação direta com o corpo.

Os primeiros experimentos neurotecnológicos envolviam cirurgias invasivas nos pacientes. Embora eles tenham sido importantes para avançar o estudo do ramo, hoje em dia são considerados antiéticos.

Felizmente, as tecnologias que fazem a conexão cérebro-computador têm avançado muito nos últimos anos. Isso significa que o futuro é promissor para uma melhor qualidade de vida das pessoas com deficiência, ainda mais com os estudos para permitir o acesso dessas tecnologias a todas as PCDs.

O que você achou destas invenções? Qual tecnologia você gostaria de ver surgindo nos próximos anos? Comente aqui embaixo!

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1 Comentário

    Verdade, a tecnologia já tá ajudando muito.ok
    Abs.

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