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Cadeirante em sala de reunião.

Aprenda a promover a inclusão de pessoas com deficiência.

A acessibilidade e a inclusão de pessoas com deficiência são temas importantíssimos cada vez mais presentes na nossa sociedade. Por exemplo, a lei de cota para PCDs de 1991, prevê a inclusão de PCDs no ambiente de trabalho.

Com legislações em apoio a pauta PCD, a inclusão se torna um assunto mais que moralmente e socialmente relevante, tornando-o obrigatório.

Portanto, é essencial tornar conhecidas as medias que fazem os ambientes mais acessíveis aos PCDs, não só no sentido de transformar os lugares em mais transitáveis, mas também os recursos mais possíveis.

Cultura da inclusão

Uma alternativa que pode ser muito útil na inclusão da pessoa com deficiência, é por meio da construção de relações interpessoais. A cultura da inclusão é essencial para a criação de um ambiente saudável.

Infelizmente, preconceitos e/ou desinformações ainda estão presentes em nossa sociedade, e por conta disso, muitas pessoas acabam apresentando resistência às campanhas afirmativas de inclusão. É ainda mais complicado quando se fala em ambientes profissionais.

Recursos

Uma alternativa para lidar com esse problema, dentro e fora de empresas, é expandir as campanhas de aceitação e inclusão de pessoas com deficiência. Dessa forma, a pauta terá maior visibilidade e mais pessoas enxergaram o assunto com naturalidade.

Esse recurso ajuda na adesão de PCD’s aos mais diversos ambientes sociais.

Uma vez incluída, a pessoa com deficiência deve se ver em um ambiente acolhedor e livre de julgamentos. Portanto, principalmente em empresas, é importante realizar campanhas e treinamentos de conscientização.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo existem 610 milhões de pessoas com deficiência, das quais apenas 386 milhões (63,3%) fazem parte da população economicamente ativa – este número poderia ser maior se houvesse mais aceitação, inclusão e acessibilidade.

Obstáculos da inclusão de pessoas com deficiência

De acordo com a Norma Técnica Brasileira Nº 9050, existem barreiras que devem ser vencidas em prol de tornar o dia a dia da pessoa com deficiência mais acessíveis.

Essas barreiras são divididas em seis aspectos:

Barreiras arquitetônicas:

Se tratam de barreiras ambientais físicas, ou seja, que se referem ao ambiente que deve e pode ser mais inclusivo.

Para garantir um ambiente que facilite a vida da PCD, é importante verificar diversos aspectos arquitetônicos – sendo alguns deles os listados a seguir.

  1. As áreas livres devem permanecer sem obstáculos que dificultem a circulação;
  2. Todas as portas, inclusive de elevadores, devem conter largura de, no mínimo, 0,8m para garantir o acesso de pessoas que utilizam cadeiras de rodas;
  3. Balcões de atendimento devem possuir 0,7m apenas do piso;
  4. Deve haver reserva de vagas para as PCDs que precisam de mais espaço no embarque e desembarque – bem como estas vagas devem ser sinalizadas;
  5. Devem haver banheiros adaptados com (i) as portas de 0,8 m de largura, (ii) maçanetas de alavanca, (iii) área suficientes para manobras de cadeiras de rodas, (iv) barras de apoio para uso de sanitários, (v) altura da pia de até 0,7 m do piso, (vi) torneira do tipo pressão, (vii) borda inferior dos espelhos a uma altura de 0,90 m do piso, podendo atingir o máximo de 1,10 m e com inclinação de 10 graus e (viii) assento sanitário a uma altura de 0,46 m do piso.

Barreira atitudinal:

Se trata da barreira de preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações de que tratamos a pouco.

Infelizmente esta barreira ainda existe e deve ser tratada com treinamentos e campanhas de conscientização cada vez mais interativas, além da inclusão em massa.

É necessário que todos os indivíduos enxerguem normalidade em conviver e trabalhar com pessoas com deficiências, uma vez que estas pequenas limitações não nos diferenciam na essência.

Barreira comunicacional:

Estas barreiras existem no setor da comunicação interpessoal, e é importante que as PCDs sejam parte orgânica dos ambientes que fazem parte, e que sejam inseridos e tratados como iguais.

Desta forma, uma boa oportunidade de ajudar o dia a dia dos PCDs é investindo em quebrar a barreira comunicacional que existe entre elas e as demais pessoas que convivem no mesmo ambiente, sobretudo em se tratando do ambiente de trabalho em que todos podem e devem ser tratados igualmente.

Barreira metodológica:

Estas são as barreiras que surgem nos métodos e técnicas de trabalho, ou seja, determinados trabalhos devem ser atribuídos às determinadas pessoas que tenham condições de desempenhá-lo.

A configuração de quem trabalha em quê deve abarcar a todos.

Desta forma, do ponto de vista profissional, as empresas devem estudar onde alocar funcionários PCDs para extrair deles o seu melhor no ambiente de trabalho, alocando-as em trabalhos que terão condições de executar normalmente, em pé de igualdade, com qualquer outro colega profissional.

Para quebrar a barreira metodológica é preciso pensar em métodos adequados de inclusão que ultrapassem as dificuldades da contratação.

Barreira instrumental:

As barreiras nos instrumentos e ferramentas de trabalho são as chamadas barreiras instrumentais . Estas, para serem vencidas, devem ser adaptadas para tornar o ambiente de trabalho mais acessível.

As ferramentas de trabalho devem se adequar ao trabalhador, e não ao contrário – a partir deste ponto de vista, as empresas devem observar as necessidades de seus contratados e adaptar os instrumentos de trabalho para que facilitem a vida de trabalhadores como as PCDs.

As pessoas com deficiência, assim como qualquer funcionário, exigem atenção para as ferramentas que utilizam serem eficientes para a execução do trabalho que se propõe a fazer. A única diferença é que pessoas com limitações diferentes demandam instrumentos adaptados diferentes.

Barreira programática

As barreiras programáticas são as barreiras invisíveis embutidas em políticas e normas que as PCDs estão inseridas. Como, por exemplo, o estatuto de normas de uma empresa.

Para quebrar esta barreira é necessário que o padrão de instituição de normas enxergue além das necessidades da maioria, e passe a observar individualmente como tornar os ambientes mais agradáveis e acessíveis a todos.

Dessa forma, a empresa atende à precisão de cada indivíduo conforme suas peculiaridades, ou seja, garante às pessoas com deficiência uma previsão normativa que abarque suas necessidades individuais por meio de medidas regulamentadores.

Isso facilita o convívio e favorece a inclusão de pessoas com deficiência, possibilitando adaptações que tornem viáveis o dia a dia desses indivíduos.

Existem diversas alternativas para contribuir com a inclusão de pessoas com deficiências, ultrapassar essas barreiras pode ser o primeiro passo para um futuro mais inclusivo.

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