Entenda o papel dos profissionais de saúde ao escolher equipamentos de tecnologia assistiva

Quem sofre com algum tipo de deficiência sabe o quanto custa cada pequena conquista: usar transporte público, ir ao cinema, entrar no elevador; coisas que a maioria de nós faz diariamente sem ao menos pensar a respeito, para quase 46 milhões de brasileiros representa um grande desafio.

Felizmente, a partir do início dos anos 1980, a questão da acessibilidade e da inclusão de pessoas com deficiência ganhou status de política pública. Mesmo que ainda distante do ideal, esse movimento vem fazendo com que a sociedade compreenda que cada indivíduo tem o direito de desenvolver o melhor de si, não importam as suas limitações.

Claro que a questão econômica é um impeditivo difícil de superar. Por outro lado, os avanços da medicina e da tecnologia têm possibilitado que mais pessoas com deficiência vivam com melhor qualidade de vida.

Tome o caso dos equipamentos de tecnologia assistiva, que, a cada ano, deixam de tão somente atender a problemas básicos para suprir necessidades específicas, tornando muito mais fácil a vida daqueles que dela se utilizam.

Nesse contexto, o papel dos profissionais de saúde, ao orientar a escolha do equipamento mais adequado para cada situação, representa um passo além rumo à independência e ao conforto da pessoa com deficiência.

O que são equipamentos de tecnologia assistiva

Antes, porém, de abordar o papel dos profissionais de saúde (médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais) nesse processo, é preciso explicar o que são equipamentos de tecnologia assistiva.

A expressão foi criada em 1988, no âmbito da legislação norte-americana destinada a regulamentar os direitos dos cidadãos com deficiência daquele país.

No Brasil, ela foi descrita pela Portaria n° 142, de 16 de novembro de 2006, que instituiu o Comitê de Ajudas Técnicas (CAT).

Mas, embora recente, a ideia por trás desse conceito é antiga. Remete ao uso pelo homem de qualquer artifício capaz de ajudá-lo a superar uma dificuldade física. A bengala é um bom exemplo de equipamento de tecnologia assistiva.

Naturalmente, a evolução técnica permitiu ampliar o alcance, precisão e finalidade desse tipo de recurso, acrescentando como parte do conceito a pesquisa (de caráter multidisciplinar), as estratégias, serviços e práticas que promovam a autonomia e a inclusão social de pessoas com deficiência.

Sendo assim, cadeiras de rodas, cadeiras motorizadas, computadores, softwares, roupas adaptadas, dispositivos de adequação postural, próteses, entre tantos outros itens, entram no rol dos produtos de tecnologia assistiva.

E é justamente em função dessa variedade e de suas especificidades que o acompanhamento de um profissional especializado no momento da escolha de um produto de tecnologia assistiva se faz tão necessário.

Para cada necessidade, uma solução

O caso da cadeira de rodas é emblemático.

Até um tempo atrás, bastava que esse aparelho amparasse a pessoa cuja deficiência a impedisse de caminhar pelas próprias pernas.

A partir do momento em que a autonomia, segurança e conforto do paciente passaram a ser levados em conta, o conceito antigo de “cadeira de rodas” (um repositório de pessoas “inválidas”) mudou.

Ao mesmo tempo, com o avanço das pesquisas, aprendeu-se mais sobre o amplo espectro de enfermidades que podem levar uma pessoa a ter problemas de locomoção, muitas delas com consequências que vão além da incapacidade motora.

Desse modo, a preocupação terapêutica associou-se de maneira indissolúvel ao preceito da acessibilidade e independência da pessoa com deficiência, resultando numa geração de produtos muito mais sofisticados e funcionais.

Portanto, é preciso sempre levar em conta a necessidade do sujeito. Isso implica saber: o tipo de deficiência com o qual ela convive, qual a sua rotina, como é o ambiente onde mora, o local de trabalho etc.

A importância do diagnóstico

Em vista de tantas considerações, apenas um profissional de saúde está habilitado a prescrever o equipamento necessário. Seu papel inclui orientar, indicar e assistir a pessoa com deficiência e seus familiares na aquisição do produto certo e na sua utilização adequada.

O médico, fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional (especialista que prescreve atividades de trabalho ou lazer no tratamento de distúrbios físicos, emocionais ou psíquicos) deve estar atento às peculiaridades de cada paciente, visando à promoção dos objetivos da tecnologia assistiva.

Para auxiliá-lo, tem sido desenvolvida uma série de acessórios visando cobrir todo o tipo de situação.

Por exemplo, caso o especialista tenha verificado que o uso de determinada cadeira resulta em problemas de postura e consequente surgimento de deformidades, é seu papel indicar algum recurso de adequação postural.

Pode ser necessária a instalação de um cinto de segurança para garantir a estabilidade do tronco, de almofadas que aliviem as dores, de apoios laterais e para os pés, mesas de apoio, entre tantos outros itens que personalizam o aparelho de locomoção segundo as necessidades do seu usuário.

Caso não sejam observadas todas essas questões, não apenas o conforto, mas a saúde do paciente pode ser posta em risco.

A conquista da autonomia

Além do valor terapêutico, o equipamento precisa garantir que a pessoa com deficiência tenha uma vida plena.

Isso significa permitir que ela se desloque sozinha, que tenha acesso ao local de trabalho, a ambientes de lazer, edifícios públicos, escolas e universidades, que se sinta integrada à sociedade, produtiva e capaz.

É claro que o poder público tem um papel decisivo na realização desses objetivos, promovendo políticas que permitam melhorar a acessibilidade dessas pessoas.

Mas também é responsabilidade do profissional de saúde aplicar os equipamentos de tecnologia assistiva de maneira a superar todos os obstáculos possíveis.

O desafio começa dentro de casa, onde normalmente a configuração do lar já impõe barreiras. Dormitórios cujo acesso é feito por meio de escadas são um exemplo clássico. No entanto, há elevadores especiais que podem solucionar o problema.

O uso de automóvel por parte da pessoa com deficiência também exige adaptações. No caso de uma cadeira de rodas, é necessário que ela seja fácil de dobrar e guardar no porta-malas.

A cadeira motorizada está entre os itens que melhor auxiliam na liberdade de locomoção. Muitas vezes, porém, sua eficácia estará sujeita ao uso alternado de outra cadeira, de locomoção simples.

Histórico de inovação

Portanto, a orientação do profissional de saúde é fundamental para a melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência — e, por extensão, dos seus familiares.

Por isso, consulte seu especialista e conte conosco para fornecer o equipamento de tecnologia assistiva mais adequado às suas necessidades. A Freedom tem um histórico de mais de 25 anos de inovação na produção de cadeiras de rodas e veículos motorizados com tecnologia nacional.

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