6 mitos e verdades sobre a sexualidade de cadeirante

6 mitos e verdades sobre a sexualidade de cadeirante

A sexualidade de cadeirantes ainda é, em muitos sentidos, um grande tabu. Muitos acreditam que pessoas com deficiência não podem ter uma vida normal, inclusive no âmbito sexual.

Isso se deve pela dificuldade de discutirmos os assuntos de sexualidade, afinal essa não é uma questão complexa. A realidade é que o usuário de cadeira de rodas precisa apenas compreender e aceitar suas limitações, explorando novas possibilidades sexuais.

Além disso, existe muita desinformação sobre essa questão. Por isso, neste post vamos esclarecer 6 mitos e verdades que envolvem a sexualidade de cadeirante. Continue a leitura e esclareça suas dúvidas.

1. Pessoas com deficiência física são assexuadas

Mito. Existe a ideia de que pessoas com limitações físicas são assexuadas. Isso está diretamente ligado à crença de que esses indivíduos são dependentes, frágeis e, portanto, não conseguem ter uma vida sexual ativa.

É preciso desmistificar esse pensamento, já que a libido, o desejo e a sexualidade dos cadeirantes não são alterados. Por outro lado, é importante entender que o ato sexual para essas pessoas tem certas particularidades.

A sensibilidade dos órgãos sexuais, por exemplo, é modificada, tanto nos homens quanto nas mulheres. Dificuldade de ereção, ejaculação ou baixa lubrificação vaginal são características que podem estar presentes na rotina dos usuários de cadeiras de rodas.

De toda forma, o sexo e o prazer são perfeitamente possíveis — o que muda mesmo é a maneira de alcançar e sentir o orgasmo. A falta dessa sensação é outro mito que vamos explicar nos próximos tópicos.

2. Pessoas com deficiência física só podem se relacionar com outras que também tenham limitações

Mito. É comum acreditar que pessoas com deficiências físicas só possam se relacionar com quem também tenha alguma limitação, pois só assim haverá entendimento. Isso não é verdade.

É claro que o parceiro ou parceira deve ter um conhecimento básico sobre as limitações da outra pessoa para saber como lidar com elas. A troca de informações e uma boa comunicação são muito importantes, pois, além de evitarem constrangimentos e receios, garantem boas experiências para ambos.

A sexualidade de cadeirante exige cuidados redobrados, carinhos e preliminares. Despertar os prazeres sensoriais, como olfato, visão, tato, audição e paladar é o caminho para descobrir novas sensações.

3. Homens com deficiência física não conseguem ter ereção

Mito. A maioria dos homens com lesões medulares pode ter ereção. O desafio que muitos deles enfrentam é o tempo e a qualidade da ereção, que podem ser afetados. Dessa forma, é preciso esclarecer essa informação: homens com deficiências físicas podem ter ereção normalmente, assim como também podem ejacular e ter orgasmos.

Alguns fatores são determinantes para que isso ocorra ou não, são eles: o ponto da medula que foi lesionado — cervical, lombar, torácica, cauda equina ou cone medular — o tipo de deficiência motora e também se a lesão é completa ou incompleta.

Porém, o erro que a grande maioria das pessoas comete é achar que a ereção é o grande foco de uma relação sexual. Nosso corpo é repleto de memórias, que envolvem todos os nossos sentidos. Assim, durante as relações físicas, explorar outros meios, como imagens, cheiros, sabores e sons podem fazer toda a diferença.

4. A pessoa com deficiência pode ter uma vida sexual saudável

Verdade. Como explicamos nos tópicos anteriores, o sexo não está resumido ao ato da penetração. A sexualidade pode ser descoberta e explorada de diversas formas, garantindo uma vida sexual ativa e saudável.

No entanto, alguns cuidados devem ser tomados durante a relação sexual, como o uso de lubrificantes para as mulheres. Também é preciso esvaziar a bexiga antes do ato e buscar posições mais confortáveis e prazerosas.

A sexualidade de cadeirante não acaba após uma lesão ou doença, isso precisa ficar muito claro. O processo mental ainda é o mesmo. Assim, o desejo sexual permanece. O que acontece é que, em muitos casos, esse desejo é desestimulado e colocado em segundo plano.

Muitos acreditam que o foco deve ser a reabilitação física e não o lado sexual, o que acaba incentivando o preconceito que gira em torno desse tema. Dessa forma, tanto a pessoa com deficiência quanto o parceiro ou parceira precisam se adaptar à situação e descobrir novas formas de intimidade.

5. Pessoas com deficiências físicas são dependentes de seus parceiros

Mito. Outra ideia equivocada que muitos compartilham é que pessoas com deficiências físicas precisam de alguém para cuidar delas. Isso dificilmente ocorre, pois a grande maioria das pessoas que têm alguma deficiência física aprende a se adaptar e vive de maneira independente — muitas vivem sozinhas, sem precisar de cuidados de terceiros.

O relacionamento com uma pessoa com deficiência não é complicado como muitos estigmatizam. Muito pelo contrário! Poder contar com alguém é importante em qualquer relação, não importando suas condições físicas.

A parceria, a cumplicidade e o companheirismo devem sempre estar presentes. Por outro lado, a total dependência do outro está longe dessa realidade.

6. Pessoas com deficiências físicas podem ter filhos

Verdade. Em um mundo tão moderno, dizer que pessoas com deficiências físicas não podem ter filhos é algo muito ultrapassado. O que precisará ser feito, caso essa seja uma vontade do casal, é ter um acompanhamento médico regular.

Para casos em que acontece a ejaculação retrógrada, que é quando o sêmen acaba sendo eliminado na urina, a inseminação artificial pode ser uma boa opção. Para as mulheres, o acompanhamento de um bom médico é importante para cuidar e evitar problemas comuns da gestação e também por causa da condição física e mudanças no corpo.

O bebê se desenvolve normalmente. Todavia, é preciso ficar atento ao maior risco de trombose. Por isso, é muito importante o aconselhamento médico antes e durante a gestação, além de se informar sobre o parto e qual a melhor indicação para cada caso.

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5 Comentários

    Cheguei agora no blog, mas já estou amando♥️
    Continuarei seguindo vocês

      Muito obrigado Eduarda, ficamos felizes por isso! <3

      Seja bem-vinda! Estamos esperando mais comentários e opiniões.

      Um beijo da equipe Freedom!

    Quando temos uma lesão medular na lombar o que devemos fazer se um comprimido de 50 mg na ajuda o bastante? Podemos passar a tomar um comprimido de 150 mg ?

    Quando temos uma lesão medular e fazemos uso de comprimido 50 mg do Viagra e não resolve o problema podemos mudar para um comprimido de 150 mg. ? Eu tenho uma lesão medular na lombar por acidente queda fraturei uma vértebra L 1 . Oque devo fazer para melhorar o meu desempenho sexual tenho 48 anos e vida sexual normal antes da queda!

      Olá, Reginaldo, neste caso orientamos você a procurar uma ajuda médica, para que possam avaliar e indicar a forma mais correta de uso!

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