História de Sucesso: Alexsandro Schmidt

Alexsandro Schmidt tem 37 anos, mora em Tucunduva, no Rio Grande do Sul, e se tornou cliente Freedom em 2011. Ele foi mais uma vítima da imprudência no trânsito, que teve a realidade modificada e precisou de equipamentos que devolvessem a mobilidade que lhe foi tirada. Apesar das mudanças drásticas, ele não deixou de sair e aproveitar a vida.

História de Alexsandro

Alexsandro sofreu um acidente de carro quando tinha 31 anos de idade. Apesar da batida forte, não sofreu nenhum ferimento aparente. Nem se quer um arranhão. O machucado grave, foi visto apenas depois. Ele feriu a coluna e, a consequência, foi a tetraplegia. Em uma conversa por telefone, ele nos contou melhor como foi essa parte da sua história e como é a vida hoje em dia.

No dia 3 de julho de 2011, Alexsandro sofreu um acidente no trânsito. “Era noite, eu não tenho muita lembrança do choque. Mas pelo que me contaram, o rapaz que bateu em mim estava fazendo racha”, relata Alexsandro. Ele foi vítima da imprudência no trânsito, que lhe tirou a mobilidade e o fez precisar de cadeira de rodas para se locomover novamente.

Racha é o nome dado a uma corrida ilegal de carros. Na maioria das vezes, essas corridas são movidas por apostas e são praticadas em vias urbanas movimentadas ou rodovias. Essa corrida ilícita coloca a vida de outras pessoas em risco e muitas vezes causa acidentes graves no trânsito. No caso de Alexsandro, lhe causou a tetraplegia.

Tetraplegia é um lesão medular, que ocorre quando as vias motoras e sensitivas que percorrem a medula espinhal em direção a periferia, são interrompidas por um acidente ou outro motivo, no nível da coluna cervical. A tetraplegia leva a perda de controle motor e sensibilidade dos membros superiores e inferiores, e do tronco. Após a lesão completa, os membros afetados deixam de receber qualquer tipo de estímulo e o indivíduo precisará de equipamentos assistivos para se locomover.

No momento do acidente, Alexsandro ainda conseguiu movimentar o carro para tentar evitar a batida. Deslocou-se para o acostamento, tentando fugir do choque frontal. Mas não adiantou, o carro em sua direção só parou depois de bater no meio do seu veículo.

Ele estava com cinto de segurança e airbag no carro. Esses acessórios de proteção evitaram consequências ainda mais graves. “Eu não tive nenhum arranhãzinho, só machuquei o que não era para machucar, que é a coluna”, relata Alexsandro. Os médicos não sabem explicar o motivo da contusão, pode ter sido o vai e vem do corpo no momento do choque dos carros ou no deslocamento de uma maca para outra.

A partir desse dia, Alexsandro perdeu os movimentos e passou a precisar de cadeira de rodas para poder se locomover novamente. Mesmo com a mudança repentina, ele não se deixou abalar e prosseguiu com o dia a dia normalmente. E aproveitando a vida cada vez mais.

De frente para o futuro

Depois do acidente, os procedimentos tomados para a recuperação de Alexsandro foram dados rapidamente. “Isso foi no sábado para domingo. Eu fiquei na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Na terça-feira eu fiz a cirurgia, na quarta-feira voltei para UTI, e dentro de uma semana já estava em casa”, conta Alexsandro.

O rapaz conta que reagiu bem ao perceber que a partir daquele dia, tudo no seu dia a dia iria mudar. “Ninguém teve que falar para mim ‘vai ter que usar cadeira de rodas, está tetraplégico’. Quando acordei e vi que estava na cama daquele jeito, com colar cervical, começou a cair a ficha”, conta Alexsandro. Ele ainda completa “Daí não tinha mais o que fazer, tive que aceitar. Não tive depressão. Nada nesse sentido. Para mim foi tranquilo. Não tem o que fazer, não adianta se revoltar, tem que aceitar”.

A partir disso, Alexsandro começou a busca por uma cadeira de rodas que melhor se adequasse ao seu caso e ao seu dia a dia. “E foi na internet que eu vi que a Freedom fabricava e tinha uma cadeira de rodas que eu podia ficar em pé, pro meu caso”, conta o rapaz.

Depois de muitas pesquisas, ele encontrou o produto que supria a mobilidade que lhe foi tirada. Alexsandro queria uma cadeira de rodas motorizada Stand Up Freedom, que para além de locomoção, podia lhe deixar em pé.

Mas como na época o valor do produto não se encaixava no seu orçamento, Alexsandro foi em busca de alternativas que pudessem lhe ajudar a adquirir a cadeira de rodas motorizada. Os moradores da sua cidade fizeram um almoço beneficente para arrecadar dinheiro que, juntamente com um valor reservado que o rapaz tinha, serviu para a conquista da cadeira de rodas motorizada Stand Up. “Diga-se de passagem, é muito boa”, relata Alexsandro.

Além do produto Freedom, o rapaz possui outros tipos de cadeira de rodas. Mas aposta em um diferencial, que lhe garante conforto no uso do dia a dia. “Com a segurança no joelho, meu corpo fica mais firme na cadeira. Uma coisa boa, um diferencial que acho, é que os pneus dela são com câmara. Então é mais macia por isso”, conta Alexsandro.

A nova realidade

“Essa que eu uso, da Freedom, Stand Up, para mim é 150% confortável. Eu me sinto tão bem nessa cadeira, que não tens noção”

Alexsandro é formado no curso superior de administração, e antes de tudo acontecer, trabalhava em uma empresa de químicos para construção civil e estava cursando educação física. Por conta da tetraplegia, o rapaz se aposentou, mas procura estar sempre envolvido com alguma coisa. Ficar em casa não é uma opção. “Aqui na minha cidade eu saio direto, saio todos os dias. To sempre envolvido com meus amigos, tenho visitas todos os dias”, conta Alexsandro.

O rapaz ainda nos contou que participa de excursões e que também viaja para vários lugares. “Eu ajudo meus amigos a fazer excursões. Fazemos excursões para nossa turma daqui. Normalmente vamos para o litoral catarinense”, conta Alexsandro.

O rapaz é torcedor assíduo do Grêmio, clube de futebol brasileiro da cidade de Porto Alegre. Muitas das excursões que participa, é para assistir aos jogos no estádio do time, algo que confessa gostar muito.

Para Alexsandro, as novas adaptações não o impediram de seguir curtindo a vida e conhecendo novos lugares. Ele faz fisioterapia diariamente e tem o acompanhamento de profissional uma vez por semana. O baixo astral nem pensa em chegar perto. Cada dia é um novo avanço para um futuro cada vez mais evoluído. “Futuro… futuro… espero que volte a andar um dia”, finaliza Alexsandro.


Deixe um comentário sobre este conteúdo. O que você achou?