Moda inclusiva: veja como se manter estiloso e elegante

Finalmente, o mercado fashion se atentou para a necessidade de atender à demanda das pessoas com deficiência, impulsionando o crescimento do número de marcas de moda inclusiva.

Elas produzem roupas com o objetivo de unir conforto, qualidade, funcionalidade, inovação e estilo, suprindo as necessidades e diversidades desse público na hora de se vestir. Assim, todos podem manter o estilo e a elegância sem dificuldades!

Cada vez mais inseridas no mercado de trabalho e no universo acadêmico, as pessoas com deficiência não podem ser ignoradas pela moda. Na era da internet e das redes sociais, a falta de acesso à informação não é desculpa para não atendê-las.

Incentivos para o mercado

Concurso Moda Inclusiva

Com a percepção da carência de artigos de vestuário adaptados, foram criados importantes incentivos para desenvolver esse nicho de mercado. O concurso Moda Inclusiva, organizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, é um exemplo disso. Neste ano houve sua 6ª edição, que conquistou nível internacional.

Durante a realização do evento, pessoas com deficiência ganham as passarelas e se tornam as protagonistas da vez! Elas desfilam apresentando roupas que proporcionam independência e elegância no vestir. Essa liberdade as permite estar, como o lema do projeto diz, vestidas para viver!

Os criadores do concurso buscam atender à diversidade das demandas que esse mercado traz, sem generalizar os corpos dos consumidores. Outro fator importante é a inovação — que nenhum designer de moda pode deixar de lado!

Chega de limitar seu estilo devido a uma pequena variedade de produtos feitos especialmente para as necessidades do seu corpo, não é mesmo? O objetivo é dar asas à criatividade e aos sonhos de cada um!

Projeto Meu Corpo é Real

Foi com o intuito de chamar atenção para a necessidade de se produzir roupas para pessoas com deficiência que a estilista Michele Simões criou o projeto Meu Corpo é Real. A quebra de padrões e preconceitos, disseminando as diversidades e a sensibilizando a indústria da moda, é seu objetivo, fomentando esse novo mercado.

Sua realização constou com um editorial de moda, com três representantes de diferentes deficiências, e um documentário. Como mostrado pelo projeto, a moda democrática  ainda é algo pouco explorado e com grande potencial para investimento.

Participando do TEDxSão Paulo do ano passado, Michele conta que seu primeiro projeto relativo à inclusão era um blog chamado Guia do Viajante Cadeirante, em que compartilhava suas aventuras na descoberta sobre como viajar de cadeira de rodas.

Marcas de moda inclusiva

A produção de moda com inclusão social não é coisa de outro mundo. Apenas é preciso prestar atenção em alguns detalhes na criação das roupas, a fim de torná-las adaptadas às dificuldades de mobilidade e dar um bom caimento no corpo. Sendo assim, os materiais, aviamentos, modelagens e costuras são planejados em torno do conforto e da funcionalidade que a peça precisa ter.

A utilização de ajustes e fechamentos de maior usabilidade, como velcro, botões de ímã, zíper ou cós com elástico, pode facilitar muito o dia a dia desse público. Realocar essas aberturas também dá mais praticidade para ir ao banheiro, comportar sondas e cateteres ou fazer a troca de fraldas. Na ergonomia, ainda há outras questões importantes, como manter o conforto e a circulação de membros que não possuem movimento.

Também é necessário se preocupar com pequenos incrementos das roupas que possam machucar, principalmente quando se lida com pessoas que não enxergam ou não possuem sensibilidade em alguma parte do corpo. Nesse caso, um simples botão pode oferecer risco. Trocar os aviamentos de metal por peças de plástico é uma solução prática.

Pensando em pessoas com deficiência visual, algumas marcas estão explorando etiquetas e bordados em braile nas roupas. Assim, os usuários podem ter mais informação e interação com o que estão vestindo, conquistando uma maior liberdade de escolha. Afinal, não é só porque eles não estão vendo que não se preocupam com a própria imagem.

Para as lojas físicas, é fundamental garantir a acessibilidade das lojas por inteiro, das entradas e estacionamentos aos banheiros e provadores. Dificultar a chegada e circulação dos clientes já cria enormes barreiras para que eles se sintam incluídos.

Todas essas adaptações são de fácil realização, sem dificultar a produção industrial da roupa. Assim, pode-se produzir em grande escala e trazer grandes benefícios para a vida das pessoas com deficiência.

Lado B Moda Inclusiva

A Lado B produz calças adaptadas para várias necessidades que seus consumidores possam ter. Sua tecnologia de produção utiliza tecidos mais maleáveis, como moletons com aspecto de jeans, proporcionando um visual estiloso e confortável.

Para dar mais funcionalidade às peças, a marca possui modelos com diferentes aberturas laterais e frontais de zíper ou velcro. Bolsos internos ou externos servem para guardar bolsas coletoras e acessórios. O uso de cós com elástico garante um bom caimento e facilidade de vestir, independentemente da formação corporal.

Lira

A grife feminina Lira produz roupas muito modernas e marcantes, mas adaptadas de forma a manter o conforto e a praticidade necessários. Seu design é arrojado e contemporâneo, digno das revistas de moda. Os catálogos da marca também têm forte apelo comercial e fashion.

Conquistar independência para executar simples tarefas do dia a dia, se cuidar sozinho, montar seu look, fazer uma graduação, conquistar o mercado de trabalho e construir a própria vida são os sonhos de muitas pessoas com deficiência.

Com responsabilidade social, todos os biotipos podem ser atendidos, e as pessoas com deficiências físicas têm o direito de levantar a voz e cobrar por isso. Todos podem mostrar que seus corpos existem e merecem estar bem-vestidos, com roupas alegres e cheias de estilo.

Isso sim é inclusão total! Facilitar o cotidiano de pessoas com deficiência é uma tendência que vai além de construir rampas e criar cotas nas empresas. Se inserir no mundo da moda também é um direito de todos, e finalmente está sendo atendido!

Esperamos que você tenha gostado do texto e se sinta seguro para ousar no estilo! O que acha de compartilhar este post com seus amigos nas redes sociais? Espalhe as boas novas da moda inclusiva por aí!


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