História de Sucesso: Cláudio Ricardo Reinhardt

Cláudio Ricardo Reinhardt tem 35 anos e mora em Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul. Ele começou a apresentar sinais de perda de forças aos 2 anos de idade e, a partir disso, precisou utilizar equipamentos auxiliares para se locomover. Apesar da realidade a que foi imposto, Cláudio sempre almejou alcançar objetivos e teve desejos para vida acadêmica e profissional. E conseguiu.

História de Cláudio Ricardo

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Cláudio Ricardo é cliente Freedom desde 1995. Mas desde muito antes, já usava outro tipo de cadeira. Foi diagnosticado com Distrofia Muscular aos 2 anos de idade, e passou a necessitar de locomoção por cadeiras de rodas 24 horas do dia. Em uma conversa por telefone, nos contou como conheceu a Freedom e o que nossos produtos proporcionaram para seu desenvolvimento e, principalmente, para conquistar suas metas.

Quando tinha 2 anos, Cláudio começou a perder forças musculares gradativamente. Os pais, começaram um processo à procura de médicos para saber do que se tratava. “Eu fui perdendo as forças gradativamente, até parar de caminhar, isso tudo com dois anos de idade”, conta Cláudio. Ele foi diagnosticado com distrofia muscular.

Distrofia muscular engloba um grupo de doenças genéticas na qual os músculos que controlam o movimento, enfraquecem progressivamente. Essa doença, pode se manifestar em qualquer idade do desenvolvimento da criança até a vida adulta, mas a época em que aparece, é que vai determinar sua forma e gravidade. Geralmente, a fraqueza muscular, que é a força reduzida dos músculos, é a principal característica da doença. Dessa forma, o indivíduo não consegue realizar movimentos e acaba por necessitar de cadeira de rodas para se locomover.

Até os 8 anos de idade, Cláudio utilizou triciclo, uma bicicleta de três rodas, para se locomover. Depois disso, foi o momento das cadeiras de rodas manuais. “Usei isso por um bom tempo, até, mais ou menos, uns 8 anos. A partir dessa idade, foi então que comecei a usar cadeira de rodas manuais. Porém, como meu problema é falta de força, eu nunca consegui tocar a cadeira ”, conta Cláudio. Na época, o produto que utilizava ainda não era Freedom. Ele ficou com esse tipo de cadeira de rodas até os 12 anos.

Conhecendo as Cadeiras de Rodas Motorizadas

Em 1995, Cláudio visitava uma edição da Fenadoce com a mãe, feira tradicional em Pelotas que acontece anualmente, e promove a cultura doceira da cidade. Passeando pelos pavilhões do evento, percebem uma outra pessoa que também utilizava cadeira de rodas para se locomover, porém, essa era motorizada.

Como isso chamou a atenção deles, logo foram descobrir do que se tratava. Na época, não conheciam a existência de tal tecnologia na cidade. O usuário da cadeira era Genésio Jackson Batista, que prontamente se dispôs a explicar como funcionava o produto e até mesmo, em ajudar Cláudio a conseguir uma também. Era uma cadeira de rodas motorizada Freedom. “Nós pegamos o endereço da Freedom, e no outro dia fomos até lá”, conta Cláudio.

Na época, a empresa possuía apenas um pavilhão e começava a investir em novas tecnologias com o intuito de facilitar e dar mais autonomia aos usuários de cadeiras de rodas. Chegando ao local, Cláudio conhece a história da empresa, conversa com funcionários e conhece os produtos. “Ali eu testei a cadeira e vi que resolvia 100% o problema que eu tinha”, afirma o rapaz.

Com a reserva financeira que possuia, a mãe de Cláudio decide investir na cadeira de rodas motorizada, e desde então, a locomoção do rapaz passou a ser somente por esse tipo de cadeira de rodas. O produto mudou tanto o dia a dia dele, que abrir mão desse modo locomoção, não é uma possibilidade. “Desde então, eu passei a usar apenas cadeira de rodas motorizada. Não usei mais cadeira manual. Se a cadeira motorizada chega a estragar, eu fico em casa até arrumar. Mas não uso mais a cadeira de rodas manual”, afirma Cláudio.

Com o passar dos anos, Cláudio já passou por três modelos de cadeiras de rodas motorizadas Freedom. A terceira, já faz 10 anos que possui. “Há uns cinco anos, eu fiz uma reformulação nela, inclusive, troquei as baterias. Marquei um dia com o pessoal da fábrica e eles fizeram uma série de ajustes na cadeira”, conta Cláudio. Ele ainda conta, que em qualquer situação, só recorre a Freedom para solucionar. “Quando tem algum problema nós vamos na Freedom, conversamos com o pessoal que nos atendem, sabem que preciso muito da cadeira e já resolvem rápido o problema”, relata Cláudio.

O rapaz ainda nos contou qual a principal diferença que sentiu, após usar tantos diferentes tipos de cadeira de rodas. “Primeiro usar os triciclos, depois a cadeira manual em que meus amigos ou meus pais me empurravam, e depois a cadeira motorizada. Na verdade, a cadeira de rodas motorizada, quando tive a primeira, foi como uma liberdade mesmo”, relata Cláudio.

Com a cadeira de rodas motorizada, Cláudio pôde adquirir mais autonomia e facilidade para seguir trilhando seu caminho. “Eu dependia de tudo. Como não tinha força, não conseguia empurrar a cadeira de rodas manual. Quando tive a cadeira de rodas motorizada, ela foi o que é o lema da Freedom, foi a liberdade”, afirma o rapaz.

Projetos de vida

Cláudio Ricardo sempre teve um olhar social para o mundo e é por isso que decidiu seguir um rumo acadêmico que pudesse lhe proporcionar agir, de alguma forma, em prol de outras pessoas que necessitassem. “Eu sempre tive um olhar bastante social para a realidade. Isso me fez escolher a ciências sociais, para entender como os processos sociais e o mundo estão organizados. Depois percebi que para conseguir compreender isso de forma mais aprofundada, o direito também se fazia necessário”, conta o rapaz.

A partir dessa escolha, formou-se em ciências sociais e no curso de direito. Ele ainda prestou concursos públicos para vários lugares e trabalhou por diferentes setores. “Antes, já tinha feito concursos do Banco do Brasil e, antes disso ainda, fiz concurso pro SANEP, onde trabalhei por três anos”, conta Cláudio.

Para seguir trilhando o caminho profissional desejado, foi o modo de locomoção adequado para seu caso, que lhe abriu espaços. “Sempre utilizando a cadeira motorizada, que foi o que proporcionou que eu trabalhasse, para locomoção no local de trabalho”, afirma Cláudio.

Desde 2009, Cláudio Ricardo trabalha na Justiça do Trabalho. Após novamente prestar concurso para área, foi trabalhar, primeiramente, na cidade de Camaquã. Depois voltou para trabalhar na Justiça do Trabalho de Pelotas, e hoje, trabalha pela área na cidade de São Lourenço do Sul. “Me interessei pelo direito do trabalho, que é uma das áreas que abrange um pouco o que eu já tinha estudado e que mais gosto, que é um cunho social e de buscar o direito para aquelas pessoas que precisam na sociedade”, conta Cláudio.

Hoje em dia, a Justiça do Trabalho conta com processo eletrônico, o que proporciona que Cláudio, através da internet, possa trabalhar diretamente de casa. Para pessoas com deficiência física, esse método acaba gerando uma grande acessibilidade. “Faz um ano que estou na justiça do trabalho de São Lourenço do Sul, mas trabalho em casa. Então para mim, acaba ficando mais confortável”, relata Cláudio.

Hoje em dia

“A cadeira motorizada proporciona liberdade, autonomia e melhora no convívio social”

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Além de ser um profissional da Justiça do Trabalho, atualmente Cláudio continua estudando. É graduando no curso de francês na Universidade federal de Pelotas. Por conta do seu gosto por literatura, a decisão pelo curso de francês é justificada.

Para Cláudio, a realidade que a vida lhe impôs, não foi um empecilho para seguir seus sonhos. Com força de vontade e procura por tecnologias assistivas que melhor se enquadram à sua vida, pôde trilhar um caminho profissional.

Mas não é só de trabalho que vive Cláudio. “Gosto bastante de ler, assistir filmes e seriados, sair de vez em quando. No verão gosto de me reunir com os amigos em barzinhos”, conta o rapaz.

Cláudio ainda é vocalista de uma banda de punk rock, “Habeas Corpus”. Ele e seus companheiros se apresentavam em festivais de banda de garagem, quando mais novos. Mas com a correria do dia a dia e a chamada responsabilidade, os encontros foram ficando menos frequentes.

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Com uma vida cheia de objetivos a serem alcançados e com muito a aproveitar, Cláudio nos deixa um exemplo de que não há desculpas para não correr atrás dos nossos sonhos e vontades. E o mais importante, de curtir a vida numa boa!

E se lhe perguntam o que pretende para o futuro, ainda são muitos os seus propósitos. “Pretendo me focar um pouco na questão da literatura, que é o que tenho estudado mais atualmente e, quem sabe, fazer um mestrado, dar seguimento na área. Seguir trabalhando na justiça do trabalho e relacionando meus conhecimentos, pois acho que é um trabalho que a gente consegue mudar alguma coisinha na vida de pessoas. Para mim, isso tem importância e tem sentido”, finaliza Cláudio.


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