História de Sucesso: Anderson do Nascimento da Silva

Imagine estar aproveitando o final de semana com a família. Aparentemente, tudo normal. Eis que então, começa uma dor de cabeça que a cada hora parece se tornar mais intensa. De repente, os sintomas começam a tomar proporções gigantescas e tudo parece mudar e parecer mais distante. Tudo confuso demais. De uma hora para outra, você vai perdendo a noção de lugar, de movimentos, de liberdade.

A vida, às vezes, nos prega peças. A realidade em que vivemos está sujeita a mudar a cada momento. A de Anderson do Nascimento da Silva, mudou em apenas três dias.

História de Anderson

Anderson é cliente Freedom desde 2013. Ele contraiu a Síndrome de Guillain-Barré e, por conta disso, ficou tetraplégico. Em uma conversa por telefone, compartilhou sua história conosco e nos contou como a cadeira de rodas motorizada Freedom o ajudou a conquistar novamente a liberdade.

Anderson mora em Angra dos Reis (RJ) e tem 37 anos. É aposentado e tem dois filhos, Arthur e Cauã. Trabalhava como técnico em Automação Bancária e curtia a vida em família. “Eu sempre tive uma vida muito ativa, trabalhava normalmente, tinha uma vida com a família”, conta Anderson.

Em 2012 contraiu a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune, que leva à tetraplegia. Repentinamente, teve a rotina e a realidade modificada. “Em 2012 foi quando as coisas começaram a mudar e dar uma reviravolta na minha vida. Foi algo bem repentino, tudo muito rápido”, conta Anderson.

O rapaz aproveitava o final de semana quando alguns sintomas estranhos, mas aparentemente normais, começaram a aparecer. “Em um domingo, estava de folga em casa, e começou uma dor de cabeça, aparentemente normal”, relata Anderson. Como tudo parecia estar sob controle, ele se medica e espera a semana começar. Porém, na segunda-feira, a dor ainda continuava e estava mais forte. “Na segunda-feira, a coisa estava mais complicada. Estava com fraqueza nas pernas, dor de cabeça ainda constante”, relata o rapaz.

Anderson decide ir ao médico, que primeiramente o identificou com alguma virose. Mandaram-no para casa e se caso os sintomas não melhorassem, que procurasse um hospital. Quando chegou no local, o rapaz já apresentava dificuldade na fala, apontando para uma paralisia facial, dito que estava com sintoma de AVC (Acidente Vascular Cerebral). “Nisso tudo, foi um corre corre. Consegui uma vaga em outro hospital, na cidade vizinha, em Barra Mansa. Chegando nesse hospital, já fui logo sendo entubado, pois estava com dificuldade para respirar”, descreve Anderson.

O diagnóstico

O rapaz entrou em coma por 22 dias. Nesse tempo, foram realizados vários exames para então dar o diagnóstico correto: uma síndrome rara, Guillain-Barré.

Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. Isso leva à inflamação dos nervos, danificando-os gravemente, que provoca a fraqueza muscular. Esse dano nervoso provocado pela doença gera formigamento e até mesmo paralisia, piorando rapidamente. Além de ser uma síndrome difícil de ser diagnosticada em seus estágios iniciais, pois os sinais são muito semelhantes aos de outros problemas neurológicos, e variam de pessoa para pessoa.

Anderson ficou seis meses internado no Hospital, sem movimentos e comunicação, e ainda respirava por aparelhos. Essa síndrome não tem cura e a recuperação do paciente é muito demorada, podendo levar anos até que o indivíduo possa recuperar sua rotina.

Após apresentar significativas melhoras, Anderson foi liberado para casa. Lá, continuou com cuidados médicos e tratamentos intensivos, como fisioterapia e fonoaudióloga, para que então pudesse começar a retomar a vida que tinha antes.

O rapaz teve que reeaprender a realizar muitas atividades e, conforme os avanços alcançados, pôde ter a opção de locomover-se por cadeiras de rodas. “Porque até então, uma cadeira manual ajuda muito. Porém, como perdi os movimentos, tinha ficado tetraplégico, não tinha como tocar a cadeira sozinho. A motorizada já me daria esse recurso”, fala Anderson.

Anderson passa a utilizar a cadeira de rodas motorizada após um ano do acontecido, depois de um exaustivo período de recuperação. Apesar das limitações e das mudanças radicais em sua vida, ele não desistiu de voltar a ter uma rotina melhor, porém, agora, adaptada.

Hoje em dia

“A cadeira me ajudou e tem me ajudado muito”

As cadeiras de rodas motorizadas Freedom além de proporcionar mobilidade e maior autonomia ao usuário, são equipamentos que dão suporte à recuperação e reabilitação para pessoas mais comprometidas fisicamente. Elas não estão ligadas somente a locomoção, mas sim, no reforço para gerar praticidade quando o usuário precisa de ajuda, e está sozinho, por exemplo. “Se quero ir ao mercado, as vezes quero ir em uma sessão, ou virar para um lado e outro, pegar alguma coisa, essa cadeira me ajuda muito. Me deu essa liberdade que eu tinha perdido”, relata Anderson.

E a liberdade, é claro, vem como principal consequência. Anderson parecia ter perdido total controle de sua vida, porém, com o adequado tratamento, pôde novamente voltar a realizar atividades do dia-a-dia. Com a cadeira motorizada Freedom, parte de sua independência foi reconquistada.

A liberdade de ir e vir sozinho, sair de casa, passear com os filhos e pertencer ao convívio social, voltou a fazer parte da rotina. A cadeira motorizada é fundamental para sua reabilitação, gerando independência e contribuindo para o lazer. “Quando tem um passeio, ir ao shopping, ao cinema, assistir ao futebol, ir ao estádio, é a cadeira que me dá essa liberdade”, afirma Anderson.

Apesar dos problemas que acarretaram a tetraplegia, Anderson não deixou de viver. Acreditou e não desistiu de se recuperar e de alcançar a liberdade que, supostamente, tinha perdido.

Hoje, o rapaz que teve a vida mudada de um dia para o outro, voltou a estudar e cursa administração na Faculdade à distanância, sendo um dos sonhos que tinha. Quando não está fazendo as fisioterapias, gosta de assistir um bom filme e interagir com os amigos através das redes sociais.

Uma de suas maiores vontades é poder voltar a dirigir, algo que confessa amar muito. “Isso ajudaria muito até a praticar meus hobbies, porque adoro viajar e conhecer novos lugares na companhia de meus filhos, que são tudo para mim”, afirma o rapaz.

Anderson, mesmo com as limitações devido às sequelas da doença, busca se tornar uma pessoa totalmente independente novamente, e não abre mão disso.

A cadeira de rodas motorizada Freedom, lhe garante mais um grande passo para atingir a tão esperada liberdade novamente. “A cadeira me ajudou muito. Passei a ter uma vida social melhor. A sair novamente para rua, super mercado, passear com meus filhos. Me deu mais mobilidade”, finaliza Anderson.


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