Conheça as diferentes modalidades das paralimpíadas

Em 2016, mais de 170 mil torcedores, brasileiros e estrangeiros, estiveram no Rio de Janeiro para acompanhar os jogos paralímpicos. O público encheu o Parque Olímpico e as arquibancadas onde eram disputadas as 23 modalidades das paralimpíadas

Mais que um sucesso de público e a conquista de medalhas, os Jogos Paralímpicos deixaram para o país uma mudança na percepção de toda a sociedade sobre as pessoas com deficiências, principalmente no que se refere ao incentivo para que essas pessoas saiam de casa e do sedentarismo para que pratiquem esportes.

Conheça as nove modalidades mais populares das paralimpíadas e se inspire a praticar algum esporte:

Modalidades das paralimpíadas

1. Atletismo

A modalidade paralímpica faz parte dos jogos desde sua primeira edição, em Roma, no ano de 1960. As provas podem ser disputadas por atletas com deficiência física ou visual. Dentre as provas estão: saltos, corrida, lançamentos e arremessos.

Os atletas paralímpicos são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência e podem competir com próteses especiais ou cadeira de três rodas. No caso dos deficientes visuais ou cegos, os atletas são orientados por guias, que ficam ligados a eles por uma corda.

2. Basquete em cadeira de rodas

Outra modalidade que fez parte de todas as edições da Paralímpiadas, o basquete em cadeira de rodas é praticado por homens e mulheres. Os competidores utilizam cadeiras de rodas adaptadas e padronizadas pelas regras da IWBF — Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas.

Para segurança do competidor, é aconselhável que ele fique fixo à cadeira de rodas. Isso pode ser feito com o auxílio de faixas para prender as pernas ou cintos, o que pode evitar acidentes graves e também auxiliar na melhoria do desempenho do atleta.

A classificação dos atletas é feita com base no comprometimento físico motor em uma escala de 1 a 4,5. Quanto menor a escala, maior a deficiência. Para formar um time, a soma do número dos cinco atletas que estarão na quadra não deve ultrapassar 14.

A altura da cesta e o tamanho da quadra seguem um padrão. Os jogos são disputados com quatro quartos de 10 minutos cada.

3. Bocha

A bocha se tornou uma modalidade paralímpica em 1984 e é um esporte praticado por atletas com alto grau de paralisia cerebral ou deficiências severas. A prova pode ser realizada individual, em duplas ou equipes.

Nas competições, os atletas utilizam cadeiras de rodas e precisam arremessar as bolas coloridas o mais próximo de uma branca, chamada Jack ou Bolim. Nas disputas é permitido o uso de mãos, pés, instrumentos de auxílio e, em caso de atletas com maior comprometimento dos membros, ajudantes.

A classificação é feita como CP1 (deficiências mais severas) e CP2 e os atletas são divididos em quatro classes:

  • BC1: Atletas CP1 ou CP2 com paralisia cerebral e que podem competir com auxílio de ajudantes;
  • BC2: Atletas CP2 com paralisia cerebral sem auxílio de ajudantes;
  • BC3: Atletas com deficiências muito severas e que podem competir com instrumento auxiliar e ajuda de outra pessoa;
  • BC4: Atletas com deficiências severas e sem ajuda.

4. Ciclismo

Nas paralimpíadas o ciclismo pode ser disputado nas modalidades em estrada e pista. Inicialmente, apenas atletas com deficiência visual podem competir, mas hoje também estão inclusos atletas com paralisia cerebral e amputados.

Os cegos competem em uma bicicleta dupla chamada “tandem” e são guiados por outra pessoa que fica no banco da frente. Já os paralisados cerebrais usam bicicletas convencionais ou triciclos, o que varia de acordo com a lesão do atleta. Os cadeirantes utilizam um veículo chamado handcycling, que é movido pelas mãos.

5. Futebol de cinco

O futebol de cinco passou a fazer parte dos Jogos Paralímpicos em Atenas 2004. A modalidade paralímpica é disputada em uma quadra com as mesmas medidas do futsal, mas com algumas alterações nas regras tradicionais.

Praticado por deficientes visuais, os competidores precisam utilizar vendas nos olhos para que nenhum deles tenha vantagem sobre os outros. Apenas o goleiro consegue enxergar normalmente. Os jogadores se guiam pelo som dos guizos que ficam no interior da bola.

6. Halterofilismo

Os competidores do halterofilismo são divididos de acordo com peso corporal, da mesma forma que a modalidade tradicional. Podem participar das provas atletas com limitações mínimas, amputados, com paralisia cerebral e com lesões na medula espinhal.

Para participar da prova é preciso que atleta consiga estender completamente os braços com até 20 graus de perda em ambos os cotovelos para que consiga realizar um movimento válido segundo as regras.

7. Hipismo

A modalidade paralímpica é praticada em mais de 40 países e tanto os competidores como os cavalos recebem medalhas.

O esporte pode ser praticado por pessoas com diversos tipos de deficiências:

  • cadeirantes com pouco ou nenhum equilíbrio de tronco;
  • debilitados nos quatro membros;
  • cadeirantes ou pessoas com severa debilitação no tronco ou unilateral;
  • pessoas capazes de caminhar sem ajuda de suporte, com debilitação unilateral moderada;
  • cegos ou pessoas com algum grau de deficiência visual;
  • pessoas com debilitação em um ou mais membros.

A pista onde acontece a prova deve seguir regras de acessibilidade, oferecendo segurança para os competidores. Além disso, são utilizados sinais sonoros para orientar atletas cegos.

8. Judô

O judô é a única arte marcial entre as modalidades paralímpicas. Os atletas podem ser classificados por peso e grau de deficiência visual. Porém, atletas de classes diferentes podem competir juntos.

O judô tradicional e o paralímpico possuem poucas diferenças, sendo realizadas pequenas adaptações.

9. Natação

A natação é a modalidade das paralimpíadas que mais reúne atletas. Inicialmente, podiam participar da prova apenas competidores com lesões na medula. Hoje, o esporte se estende a pessoas com diversos tipos de deficiência, sejam elas físicas, visuais e intelectuais.

De acordo com a deficiência, o atleta pode fazer a largada dentro da água, sentado ou ao lado do bloco de partida. Em certos casos é possível que o competidor receba ajuda de um técnico ou voluntário na hora da largada.

As pessoas com deficiência recebem a assistência de um tapper, ou seja, uma pessoa que utiliza um bastão com ponta de espuma para avisar o atleta quando deverá dar a virada ou no momento de chegada.

Inclusão

A prática esportiva promove a inclusão de homens e mulheres com deficiência por meio de atividades seguras e que incentivam a integração de todos.

No Brasil, algumas entidades e organizações trabalham em prol da integração e incentivo à prática de esportes paralímpicos. São elas:

Confederações reconhecidas:

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