Acessibilidade para pessoas com deficiência: Descubra 5 aplicativos

A tecnologia revolucionou uma série de questões no Brasil e no mundo. Ela, por exemplo, aprimorou os processos comunicacionais e contribuiu expressivamente com a educação. Não é só isso: a tecnologia é uma forte aliada quando o assunto é acessibilidade para pessoas com deficiência.

Cada vez mais, as pessoas com deficiência conseguem se adaptar devido aos novos recursos e às plataformas. É nesse cenário que entra a importância dos aplicativos, que possibilitam mais inclusão e descomplicam, de certa forma, a rotina.

Quer conhecer alguns aplicativos que auxiliam na acessibilidade? Confira, então, o conteúdo abaixo:

1. ProDeaf

Sabia que existem quase 10 milhões de brasileiros com deficiência auditiva? Isso é que aponta o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com esse número expressivo, não é novidade que ter um conhecimento mais aprofundado sobre Libras (Língua Brasileira de Sinais) é fundamental, uma vez que esse é o principal canal de comunicação com tais pessoas.

A partir dessa premissa, surgiu o ProDeaf, ferramenta que vai facilitar o diálogo entre ouvintes e pessoas com deficiência auditiva. Isso porque o recurso traduz tanto textos quanto vozes em português para Libras.

O melhor de tudo é que o aplicativo é gratuito, promovendo assim a acessibilidade e inclusão social sem nenhum custo. O sucesso da ferramenta é tanto que atualmente mais de 130 mil pessoas a utilizam.

2. HandTalk

Outro aplicativo extremamente útil para as pessoas com deficiência auditiva é o HandTalk, que é um tradutor automático para Libras. A pessoa que quer se comunicar escreve a frase no app e em seguida surge o amigável intérprete virtual em 3D, o Hugo, que traduz simultaneamente o conteúdo. Simples assim!

Ainda tem mais. O app tem a funcionalidade de tornar qualquer site acessível em Libras em alguns minutos, inserindo na plataforma um botão. Além do mais, é possível realizar videochamadas, em todo o território nacional, com intérpretes que vão fazer tradução no mesmo instante.

Também gratuito, o HandTalk foi eleito pela ONU como o melhor aplicativo social do mundo. Tal título demonstra o quão efetivo é o app no universo da acessibilidade para pessoas com redução ou ausência de capacidade de ouvir. Vale destacar que o recurso está disponível no sistema operacional iOS e Android.

3. Guia de Rodas

A falta de conscientização e também da informação é, às vezes, o que origina a falta de acessibilidade. Foi a partir dessa premissa que o Bruno Mahfuz,  teve a ideia de criar o Guia de Rodas. Ele, aos 17 anos, sofreu um acidente de carro e começou a usar uma cadeira de rodas.

O aplicativo, que pode ser baixado por Android, iOS e Windows Phone, oferece a possibilidade de qualquer pessoa avaliar a acessibilidade dos mais variados empreendimentos. Assim, todos poderão conhecer a nota de determinado local, que é reflexo da experiência geral do usuário.

Além do mais, o aplicativo conta com uma equipe altamente capacitada, composta por profissionais da arquitetura com mobilidade reduzida, que mensura a acessibilidade das edificações. Assim, os estabelecimentos terão em mãos um diagnóstico preciso sobre o local, contemplando possíveis soluções para tornar o ambiente mais acessível — tanto em relação a questão técnica como funcional.

O serviço de qualificação oferecido pelo Guia de Rodas é paga — uma vez que exige o treinamento de uma equipe e uma consultoria minuciosa. Após, o empreendimento recebe um selo de certificação.

4. Be My Eyes

Em tradução literal, Be My Eyes é “seja meus olhos”. E é exatamente essa a proposta do aplicativo, que é gratuito e uma espécie de rede solidária. A tecnologia aliada à generosidade, aqui, resultaram em algo extraordinário.

O aplicativo funciona da seguinte forma: uma pessoa com alguma deficiência visual pode contatar alguém por meio da plataforma, que vai ajudá-la a resolver o impasse.

Quer um exemplo mais claro? Vamos lá. Suponha que um cego quer comprar um produto, mas está tendo dificuldade em identificá-lo dentro da loja. Neste contexto, basta ele acessar o app e, então, será direcionado para alguém que fale a mesma língua.

A partir disso, basta ele filmar os itens, por meio da câmera do próprio celular, e então a pessoa vai auxiliá-lo dando as devidas coordenadas.

Esse é apenas um exemplo, mas a pessoa cadastrada na plataforma pode solicitar ajuda quantas vezes forem necessárias, pois sempre terá alguém disposto a auxiliá-lo — seja para descrever uma imagem, para ler rótulos de produtos ou para procurar algum item perdido em casa.

Atualmente, o aplicativo está em 150 países, contando com milhares de usuários. Importante frisar que as chamadas são feitas levando em consideração a língua e o fuso horário do solicitante. Isto é: não há perigo da pessoa incomodar o voluntário em um horário inapropriado e nem de ficar perdida em relação ao idioma.

5. Aramumo

Compreender uma simples frase pode se algo extremamente trabalhoso para aqueles que têm dislexia. Ciente disso, um grupo de alunos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) desenvolveu um aplicativo exclusivo para crianças e jovens com distúrbio de aprendizagem — o Aramumo.

De forma bem didática, o aplicativo, gratuito e disponível em aparelhos com sistema operacional Android, é um jogo de palavras-cruzadas, com cinco níveis. É assim: o aplicativo fala algumas palavras e o jogador deve montá-la com as sílabas que ficam flutuando na tela.

Com uma interface bem atrativa, o Aramumo ajuda a reconhecer as palavras por meio da interpretação do som, sendo, acima de tudo, uma ótima alternativa para ampliar o vocabulário do usuário. Ainda, nesse aspecto, o jogo ajuda a estimular a coordenação motora.

Todos sabem que a dignidade humana é um dos princípios que rege a República. Mas é necessário o devido interesse do poder público e privado nos debates relacionados aos diversos tipos de deficiência para assim proporcionar um país igualitário, onde as diferenças sejam extintas.

Não há dúvidas que o Brasil já avançou bastante — tanto é que hoje existe a Lei Brasileira de Inclusão (LBI). Entretanto, ainda é preciso dialogar, e muito, sobre o assunto, criando ações eficientes para as pessoas com deficiência, tornando o país um lugar que seja harmonioso para todos.

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